- O Pentágono informou que elevou a investigação sobre o ataque a uma escola de meninas no Irã, em 28 de fevereiro, após relatos de que forças dos EUA teriam sido responsáveis.
- O governo iraniano afirma que 168 crianças foram mortas no ataque; se os EUA forem responsabilizados, o caso figurar entre os maiores incidentes de mortes civis na região.
- A apuração em nível de comando pode resultar em ações disciplinares, envolvendo depoimentos e declarações sob juramento; o processo é chamado de 15-6.
- O chefe do Comando Central dos EUA, Almirante Brad Cooper, determinou que a investigação externa seja conduzida por um oficial de fora do Comando Central para maior independência.
- Até o momento não há conclusão pública; o secretário de Defesa não comentou os achados preliminares e o ex-presidente Donald Trump disse que aceitaria o resultado final.
O Pentágono elevou a investigação sobre o ataque a uma escola feminina no Irã, ocorrido em 28 de fevereiro, após relatos da imprensa indicarem possível responsabilidade dos EUA. A informação foi confirmada pelas autoridades militares dos Estados Unidos nesta sexta-feira. O ataque teria atingido a Shajareh Tayyebeh School, em Minab, no sul do Irã, com centenas de vítimas relatadas.
O número de crianças mortas, segundo o Irã, é de 168. Em caso de confirmação da participação norte-americana, o episódio figurar entre os incidentes civis mais graves associados a operações militares dos EUA na região em décadas. A apuração envolve declarações juramentadas e outras entrevistas e pode resultar em medidas disciplinares.
A liderança militar informou que a investigação de alto nível ficará sob a responsabilidade de um oficial geral externo ao Comando Central dos EUA, procedimento comum para manter independência. O chefe do Comando Central, Almirante Brad Cooper, ordenou ainda a condução de uma apuração 15-6, que pode embasar ações administrativas caso haja necessidade.
A investigação também avalia dados de possível uso de informações de targeting desatualizadas, que teriam levado ao erro de identificar a escola como alvo comercial ou militar. Vídeos e outros indícios sugerem o uso de mísseis Tomahawk, municiões de alta precisão. A apuração ocorre em meio a declarações públicas do ex-presidente Donald Trump sobre a aceitação dos resultados.
A escola fazia parte da rede Persian Gulf Martyrs’ Cultural Educational Institute, vinculada à Guarda Revolucionária do Irã, segundo registros arquivados. Documentos e imagens de arquivo mostravam a instituição com presença online pública ao longo dos anos, incluindo fotos de alunos em atividades escolares.
Fonte: apuração da Reuters, com informações de autoridades norte-americanas e iranianas, ressalta que o objetivo da apuração é esclarecer o que ocorreu e como evitar recorrências, mantendo o foco na precisão dos fatos e no devido processo institucional.
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