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Pentágono mira compra da CNN por aliado de Trump e critica cobertura de guerra

Chefe do Pentágono afirma esperar que David Ellison compre a CNN, enquanto critica a cobertura sobre o Irã e as restrições de credenciais de imprensa

U.S. Secretary of Defense Pete Hegseth looks on ahead of a Medal of Honor ceremony at the White House in Washington, D.C., U.S., March 2, 2026. REUTERS/Jonathan Ernst
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  • O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, disse que quer ver David Ellison, aliado de Trump, assumir a CNN, citando o acordo de US$ 110 bilhões para adquirir a CNN‑pai Warner Bros Discovery.
  • Hegseth criticou a cobertura da CNN sobre o impacto da Iran na estradaria de Hormuz, dizendo que a imprensa exagera e que isso afeta preços do petróleo e o mercado.
  • O Pentágono restringiu o acesso da imprensa, com cerca de trinta grandes veículos abrindo mão de credenciais; autoridades convidaram novos veículos a cobrir a operação.
  • A CNN manteve que sua reportagem sobre a disposição do Irã em fechar a passagem está correta, enquanto Ellison tem laços com a administração de Donald Trump e o negócio depende de aprovação federal.
  • Há preocupação bipartidária com o acordo, que pode reduzir opções e aumentar custos para consumidores, além de questionar a independência editorial e a liberdade de imprensa.

O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, mostrou-se interessado em ver David Ellison, aliado de Trump, assumir o controle da CNN, enquanto criticava a cobertura da mídia sobre a guerra com o Irã. A declaração ocorreu na sexta-feira, em Washington. A avaliação vem após o acordo de aquisição da CNN pela Warner Bros, controlada pela Paramount, estimado em 110 bilhões de dólares.

Hegseth afirmou que quanto mais cedo Ellison assumir a rede, melhor. O comentário aconteceu em meio a críticas à cobertura da imprensa sobre a interrupção iraniana no tráfego no Estreito de Hormuz, ponto estratégico para o petróleo e para os mercados.

Enquanto isso, a CNN manteve que seu relato está correto. A emissora afirmou estar confirmando informações com várias fontes. Representantes da Paramount não comentaram o assunto.

Controvérsia sobre a fusão da CNN

Hegseth também criticou a forma como o tema da fusão entre Paramount e Warner Bros vem sendo coberto. Ele citou questionamentos sobre independência editorial e custos para consumidores, em meio a debates bipartidários no Congresso.

A restrição de acesso da imprensa ao pentágono foi mencionada como contexto. Cerca de 30 veículos, incluindo Fox News, Washington Post e Reuters, teriam tido credenciais retiradas. O Pentágono afirmou que novas pautas são convidadas.

Reações ao conteúdo jornalístico

Hegseth repetiu críticas a reportagens sobre o Irã e o risco de retaliação. Em resposta, a CNN destacou que avaliou a disposição do Irã em fechar o estreito com base em diversas fontes. O tema segue em pauta, com desdobramentos para a imprensa e para a política externa.

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