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Por que os Houthis, aliados do Irã, ainda não entraram na guerra?

Líder dos houthis diz estar pronto para agir, mas o grupo ainda não ingressou formalmente no conflito, com debates sobre ataques isolados e contenção estratégica

A protester with a poster on his head featuring a picture of late Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei joins a demonstration with Houthi supporters in solidarity with Iran and Lebanon, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Sanaa, Yemen March 6, 2026.
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  • Os Houthis são um movimento militar, político e religioso xiita Zaydi, do norte do Iêmen, que ganhou força após a tomada de Sanaa em dois mil quatorze e enfrentou intervenção liderada pela Arábia Saudita em dois mil quinze.
  • Possuem capacidade de mísseis e drones e já atacaram instalações estratégicas na Arábia Saudita e nos Emirados. A guerra resultou em uma das maiores crises humanitárias do mundo, com trégua mediada pela ONU em dois mil vinte e dois.
  • Em dois mil vinte e três, após o ataque de Israel ao Hamas, passaram a mirar navios no Mar Vermelho e a lançar drones e mísseis contra Israel; os Estados Unidos responderam com ataques contra os Houthis.
  • O líder Abdul Malik al-Houthi disse, em março, que o grupo estava pronto para ações militares a qualquer momento, mas não houve anúncio formal de entrada no conflito.
  • Analistas divergem sobre o que os Houthis podem fazer: alguns acreditam que já realizaram ataques isolados; outros dizem que aguardam uma oportunidade coordenada com o Irã, enquanto outros sugerem que o grupo pode permanecer à margem por pressões e riscos de retaliação.

Os Houthis, movimento militar, político e religioso do norte do Iêmen, foram mentes centrais na crise regional. Leader Abdul Malik Al-Houthi afirmou em 5 de março estar pronto para ação, mas o grupo ainda não declarou entrada formal na guerra. A posição oficial segue sem aliança explícita à frente de outros atores.

Desde 2014, após tomar Sanaa, os Houthis enfrentam uma coalizão liderada pela Arábia Saudita. O conflito provocou uma das maiores crises humanitárias do mundo, com apoio da ONU e tentativas de cessar-fogo ao longo dos anos. Milhares de pessoas foram deslocadas e infraestrutura foi danificada.

Após ataques a alvos no Mar Vermelho e ao redor, os Houthis dizem agir em apoio aos palestinos desde 7 de outubro de 2023. A reação internacional incluiu ataques de Israel, contramedidas dos EUA e pressões diplomáticas para desescalar. Em 2025, houve cessar-fogo mediado pelos EUA entre Israel e Hamas, que interrompeu temporariamente as hostilidades.

Cenário estratégico e possíveis próximos passos

Especialistas divergem sobre o rumo dos Houthis. Alguns avaliam ações isoladas contra alvos vizinhos como possibilidade já em curso, ainda sem confirmação robusta. Outros projetam uma entrada coordenada na guerra, com apoio indireto de Irã, para pressionar regiões-chave.

Há ainda quem aponte para manter a postura atual como escolha de contenção. A viabilidade depende de fatores como pressões norte-americanas, ações de Israel e ataques regionais possíveis, além de dinâmicas internas do Iêmen e custos humanos envolvidos.

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