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Relator da ONU acusa EUA de execuções extrajudiciais com bombardeios no Caribe

Relator da ONU acusa EUA de execuções extrajudiciais em bombardeios antidrogas no Caribe, com mais de cento e cinquenta mortos, sem provas de ligação com o tráfico

Os EUA realizaram um novo ataque contra uma lancha no Caribe. Três pessoas foram mortas. Foto: Handout / US Secretary of Defense Pete Hegseth's X Account / AFP
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  • O relator especial da ONU para a luta contra o terrorismo, Ben Saul, acusou os EUA de execuções extrajudiciais com bombardeios antidrogas no Caribe e no Pacífico.
  • Segundo Saul, a campanha marítima da administração Trump desde setembro resultou em mais de 150 mortes de supostos traficantes.
  • Ele disse que essas ações violam gravemente o direito à vida ao serem ataques militares não provocados.
  • O governo americano não apresentou provas de que os barcos atacados estivessem efetivamente envolvidos em tráfico.
  • A audiência ocorreu na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Cidade da Guatemala, com participação de Jamil Dakwar (ACLU) e de um representante dos EUA, Carl Anderson.

O relator especial da ONU para a luta contra o terrorismo e para os direitos humanos, Ben Saul, afirma que os bombardeios antidrogas dos EUA no Caribe e no Pacífico configuram execuções extrajudiciais. A denúncia foi feita durante uma audiência da CIDH na Cidade da Guatemala.

Saul afirmou que as operações resultaram em dezenas de mortes e violam o direito à vida. Segundo ele, as ações são realizadas em condições de “violência supostamente legal” e configuram uma prática que afeta direitos humanos na região.

No total, o relator registrou 151 mortes em ataques relatados. Jamil Dakwar, da American Civil Liberties Union, mencionou números que chegam a 157 mortos, com três sobreviventes e nove desaparecidos, durante a mesma audiência.

Representantes dos EUA participaram do debate, com Carl Anderson destacando que a discussão tratava do direito da guerra, área em que a CIDH não possui plena competência, segundo suas palavras.

O presidente da CIDH, Stuardo Ralón, ressaltou que a audiência funciona como espaço de diálogo e não integra um procedimento formal da comissão. O objetivo é esclarecer questões de direitos humanos na região.

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