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Sassou favorito em eleição na República do Congo, com preocupações de direitos

No Congo, Sassou Nguesso é favorito; clima de medo e repressão e desmobilização eleitoral marcam a disputa

Supporters of outgoing President Denis Sassou Nguesso, who is running for re-election, take part in a campaign rally ahead of the March 15 presidential election, in Brazzaville, Congo Republic, March 7, 2026.
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  • Eleições na República do Congo apontam para a vitória do incumbente Denis Sassou Nguesso, de 82 anos, que governa há décadas, mantendo o poder mesmo com seis candidatos pouco conhecidos.
  • Dois adversários de peso, General Jean-Marie Mokoko e André Okombi Salissa, estão presos há quase uma década por suposta ameaça à segurança do estado; a oposição decidiu não apresentar candidatos.
  • Grupos de direitos humanos denunciam clima de medo, repressão e vigilância acirrada a reuniões públicas, com prisões de ativas e suspensão de partidos, além de tensões aumentadas pela repressão a gangues jovens conhecidas como “bébés noirs”.
  • Cerca de 3,2 milhões de eleitores estão aptos a votar, mas a participação é alvo de pessimismo e expectativa de abstenção crescente em relação às eleições de 2021.
  • O governo rejeita acusações de parcialidade, afirmando que não há vitória antecipada e que há mecanismos de fiscalização para garantir transparência, enquanto alguns eleitores dizem apoiar Sassou pela percepção de estabilidade.

O presidente Denis Sassou Nguesso, de 82 anos, busca manter o poder na República do Congo após as eleições de domingo. O pleito acontece em Brazzaville, com o chefe de Estado no poder desde 1979, exceto por cinco anos. O resultado é visto como provável a favor de Sassou, enfrentando adversários pouco conhecidos.

Questiona-se o espaço para a oposição, pois dois nomes de destaque, General Mokoko e André Okombi Salissa, estão na prisão há quase uma década. Eles foram condenados por suposta deliberação contra a segurança do Estado, segundo informações de observadores.

O ambiente pré-eleitoral é marcado por denúncias de repressão a dissidentes. Ativistas relatam prisões, suspensão de partidos e monitoramento rígido de eventos públicos. O cenário é descrito como de intimidação, gerando preocupação entre organizações de direitos humanos.

Mais de 3,2 milhões de eleitores estavam aptos a votar, porém há expectativa de abstenção elevada. Jovens e trabalhadores têm expressado desinteresse, com relatos de pessoas que preferem ficar em casa.

Do lado oficial, o governo nega desvantagens e afirma haver mecanismos de transparência e fiscalização. Em entrevistas, representantes citam a presença de órgãos de controle para assegurar a integridade do processo.

Na campanha, Sassou recebe apoio entre setores que valorizam estabilidade. Campaign logo e presença em ruas foram observadas, com forte display de apoio em pontos estratégicos da capital.

Do campo oposicionista, o candidato Uphrem Mafoula convidou apoiadores a refletirem sobre mudanças, destacando como custo social e econômico do atual governo é tema central de críticas. A pauta fica marcada por promessas de melhoria de vida.

A votação ocorreu sem grandes incidentes relatados até o fechamento desta edição, em meio a uma cobertura de campo com foco em como o pleito pode moldar a sucessão de Sassou nos próximos anos. A apuração segue sob monitoramento de equipes eleitorais.

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