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Israel ameaça bombardear ambulâncias no Líbano durante combate com o Hezbollah

Israel avisa que poderá alvejar ambulâncias e instalações médicas usadas pelo Hezbollah no Líbano, em retaliação a ataques; grupo nega uso militar

A man walks by a damaged building, in the aftermath of yesterday's Israeli strikes, following an escalation between Hezbollah and Israel amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in the Zuqaq al-Blat district in central Beirut, Lebanon, March 13, 2026.
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  • O Exército de Israel disse que pode atacar ambulâncias e instalações médicas no Líbano usadas pelo Hezbollah para fins militares, se a prática não parar.
  • O Hezbollah negou usar ambulâncias para fins militares; o exército de Israel não apresentou evidências no momento.
  • Pelo menos 26 médicos e socorristas foram mortos desde 2 de março em ataques israelenses, segundo o Ministério da Saúde do Líbano; Israel afirma tomar precauções para reduzir danos a civis.
  • A ofensiva aérea israelense se intensificou contra o Hezbollah, com bombardeios e panfletos sobre Beirute ameaçando danos semelhantes aos vistos em Gaza.
  • A escalada ocorre na fronteira norte, com expectativa de continuidade do conflito e preparação de Hezbollah para um confronto prolongado; infraestruturas civis são protegidas pelo direito internacional, mas podem perder proteção sob determinadas condições.

Israel afirmou, neste sábado, que pode alvejar ambulâncias e unidades de saúde usadas de forma ilegal pelo Hezbollah no Líbano, sem apresentar evidências públicas. O comunicado foi divulgado pela assessoria de imprensa árabe do exército.

Segundo o porta-voz, Avichai Adraee, o Hezbollah utiliza ambulâncias para fins militares como parte de suas atividades terroristas. A posição é de que essa prática deve cessar imediatamente, sob pena de ações em conformidade com o direito internacional.

Um porta-voz do Hezbollah negou que utilize ambulâncias ou instalações médicas para fins militares, conforme reportado pela imprensa. O Exército de Israel não respondeu de imediato a pedidos de comprovação sobre as acusações.

Até o momento, a defesa israelense diz adotar precauções para reduzir danos a civis. Dados do Ministério da Saúde do Líbano apontam que pelo menos 26 médicos e socorristas foram mortos em ataques de Israel desde 2 de março.

Contexto do conflito

O Hezbollah, com apoio do Irã, abriu fogo contra Israel em 2 de março, em retaliação ao que diz ter sido a morte do líder iraniano no início da ofensiva norte-americana/israelense contra o Irã. Israel respondeu com uma campanha de bombardeios na região, incluindo o território libanês.

Na semana passada, aviões israelenses lançaram panfletos sobre Beirute, avisando sobre danos semelhantes aos causados em Gaza. A operação israelense ampliou o uso de força e envolveu ataques a infraestrutura, incluindo pontes e alvos estratégicos no Líbano.

Situação humanitária e legal

Infraestruturas civis, incluindo instalações de saúde, são protegidas pelo direito internacional. Ataques a hospitais ou o uso indevido de instalações médicas costumam ser classificados como infração legal, embora certos cenários possam alterar a proteção.

No front norte, Israel reforçou a presença de tropas na fronteira com o Líbano e sinalizou planos para uma campanha prolongada. Autoridades afirmam que ataques a infraestrutura civil estão sob deliberação dos decisores.

Perspectivas do conflito

Funcionário israelense informou à Reuters que a ofensiva contra o Hezbollah tende a se intensificar mesmo com possível redução de pressão sobre o Irã. A liderança do Hezbollah indicou disposição para um confronto de longo prazo, mantendo a vigilância sobre eventos na região.

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