- Eleição presidencial na República do Congo no domingo é vista como provável para estender o mandato de Denis Sassou Nguesso, de 82 anos, por mais cinco anos, com oposição ausente ou fragmentada.
- Dois dos opositores mais conhecidos permanecem na prisão e outras vozes estão no exílio; várias lideranças de oposição boicotam o pleito, alegando falta de credibilidade.
- Mais de 3,2 milhões de eleitores estão registrados; a expectativa é de menor comparecimento do que os 68% registrados em 2021, quando Sassou venceu com 88,4% dos votos.
- Sassou chegou ao poder em 1979 e governa quase contínuo há décadas, exceto por uma pausa de cinco anos nos anos noventa; ele concorre com seis candidatos pouco conhecidos.
- O governo afirma que a eleição será transparente; analistas apontam que o espaço político se estreitou nos últimos anos e que o resultado é amplamente visto como já definido. Proventos parciais são esperados entre 48 e 72 horas após o fechamento das urnas.
O Congo Republic realiza neste domingo uma eleição presidencial amplamente vista como uma continuidade do governo de Denis Sassou Nguesso, de 82 anos. A votação ocorre em meio a oposição fraca e com pouco espaço para críticas ao processo.
Dois dos líderes de oposição mais conhecidos permanecem presos, outros estão exilados e várias legendas boicotaram a eleição, alegando falta de credibilidade no pleito. O ambiente político é marcado por limitações ao espaço de atuação.
As urnas costumam abrir às 7h locais (06h GMT) e fechar às 18h. Mais de 3,2 milhões de eleitores estão recenseados, com expectativa de comparecimento menor do que o registrada em 2021, quando Sassou obteve 88,4% dos votos.
Contexto e candidatura
Sassou assumiu o poder em 1979, em meio a um complexo de petróleo da região central africana, e governou quase sem interrupções desde então, exceto por um hiato de cinco anos na década de 1990.
Ele disputa a reeleição contra seis candidatos pouco conhecidos, considerados sem chances reais, com as estruturas eleitorais dominadas por apoiadores do partido no poder. Analistas apontam fragmentação da oposição e falta de figura marcante.
O governo nega viés e afirma que órgãos de fiscalização assegurarão um pleito transparente. Direitos humanos vêm sendo citados por grupos de defesa, que relatam repressões a ativistas e suspensão de partidos nos últimos anos.
A economia, dependente do petróleo, mostrou estabilização recente após um período de baixa. Mesmo assim, mais da metade da população (52%) vive na pobreza, segundo o Banco Mundial.
Resultado provisório deve sair entre 48 e 72 horas após o fechamento das urnas, conforme previsões de observadores e autoridades.
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