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Taiwan informa retorno de grandes voos militares chineses após ausência incomum

Aeronaves chinesas voltam a rondar o Estreito de Taiwan após ausência de mais de duas semanas; Taiwan registra 26 aeronaves em 24 horas e reforça alerta

Airplane is seen in front of Chinese and Taiwanese flags in this illustration, August 6, 2022. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
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  • Taiwan informou que detectou 26 aeronaves militares chinesas ao redor do Estreito de Taiwan nos últimos 24 horas, concentradas na região.
  • A última presença expressiva havia ocorrido em 25 de fevereiro, quando foram avistadas 30 aeronaves após o que Pequim chamou de mais uma “patrulha de prontidão conjunta”.
  • Entre 27 de fevereiro e 7 de março não houve registro de aeronaves chinesas, com incidentes esporádicos e de menor porte desde então.
  • Não houve explicação pública de Pequim sobre os motivos; o governo de Taiwan mantém resistência às reivindicações de soberania chinesas.
  • Analistas sugerem que o recuo pode ter relação com ajustes na pressão política antes de visitas previstas dos EUA ou com a limpeza de comandantes em Pequim; o ministro da Defesa de Taiwan afirma que a ameaça persiste.

Taiwan informou neste domingo a reintrodução de atividades aéreas militares chinesas em grande escala ao redor da ilha, após mais de duas semanas de ausência. O novo movimento ocorreu no âmbito do Estreito de Taiwan, com aeronaves concentradas na região espelhando ações anteriores de Beijing.

O Ministério da Defesa de Taiwan, em atualização diária, registrou 26 aeronaves militares chinesas em 24 horas, o que marca um retorno ao padrão observado antes da lacuna de fevereiro/março. Na última contagem expressiva, em 25 de fevereiro, foram vistos 30 aparelhos em patrulha conjunta.

Entre 27 de fevereiro e 7 de março houve ausência de aviões, com dois aparelhos detectados no sudoeste da ilha em 7 de março, seguida por incidentes esparsos de menor escala.

Motivações e contexto

Não houve explicação oficial de Pequim sobre o retorno das ações, que seguem sem alinhamento com a prática anterior de weather-related interrupções. Autoridades taiwanesas citam ainda um ambiente de tensão regional com a agenda norte-americana e a reforma de alta hierarquia militar chinesa como fatores potenciais.

O Escritório de Assuntos de Taiwan do Governo chinês criticou um discurso do presidente taiwanês Lai Ching-te sobre o aumento dos gastos com defesa, sugerindo que tais falas não ajudam a estabilidade regional. A declaração foi difundida no fim de semana.

Taiwan mantém a leitura de que a ameaça não cessou, mesmo com a retirada de aviões de perto da costa. Por aqui, o ministro da Defesa, Wellington Koo, reiterou que, apesar da ausência de aeronaves, a presença de navios de Pequim ao redor da ilha indica persistência da pressão militar.

A gestão taiwanesa reforça que a soberania da ilha permanece inalterada. As autoridades destacam que os planos de defesa continuam ativos para enfrentar possíveis cenários adversos.

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