- O vice-presidente Geraldo Alckmin rejeitou a decisão dos EUA de abrir uma investigação sobre possível trabalho forçado no Brasil, destacando o compromisso do país com acordos internacionais e com políticas rígidas de combate à exploração laboral.
- A apuração dos EUA envolve cerca de sessenta países que exportam ao mercado norte‑americano; se forem confirmadas irregularidades, podem haver sanções comerciais.
- Alckmin afirmou que o Brasil possui instrumentos de fiscalização e políticas para enfrentar eventuais irregularidades na produção de bens destinados aos EUA.
- O Itamaraty confirmou a revogação do visto do conselheiro norte‑americano Darren Beattie por falta de informações sobre a viagem, em meio a atrito diplomático entre Brasil e Estados Unidos.
- Beattie buscava vir ao Brasil para participar do Fórum Brasil‑EUA de Minerais Críticos, evento ligado a negociações entre os dois países e possível contexto de visitas de autoridades.
O vice-presidente Geraldo Alckmin rebateu a decisão dos Estados Unidos de abrir uma nova investigação sobre possíveis casos de trabalho forçado no Brasil. A denúncia envolve normas trabalhistas e acordos internacionais, segundo o político do PSB.
A apuração norte-americana mira cerca de 60 países que exportam mercadorias para os EUA. O objetivo é verificar se produtos foram produzidos com mão de obra forçada ou com práticas trabalhistas abusivas.
Alckmin afirmou, durante agenda no Distrito Federal, que o Brasil mantém compromisso com acordos internacionais e políticas rígidas para enfrentar qualquer forma de exploração laboral. O governo diz ter instrumentos de fiscalização eficazes.
Atrito entre Brasil e EUA e revogação de visto
O episódio acontece em meio a um atrito diplomático recente. O Itamaraty confirmou a revogação do visto do assessor norte-americano Darren Beattie por informações ausentes ou falsas sobre a viagem ao Brasil.
Beattie planejava participar do Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, prevista para a próxima semana, e pretendia encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A revogação ocorreu na quinta-feira, após avaliação do Ministério das Relações Exteriores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter proibido a entrada de Beattie no Brasil até que os vistos de membros-chave sejam liberados, citando de fato a suspensão de liberdades de circulação. A visita do assessor era um dos pontos discutidos nas negociações com Washington.
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