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Bobi Wine deixa Uganda após pleito contestado, diz oposição

Bobi Wine deixa Uganda temporariamente após meses em fuga, afirma fraude eleitoral e que buscará apoio internacional antes de retornar

Ugandan Presidential candidate Robert Kyagulanyi, also known as Bobi Wine, of the National Unity Platform (NUP) party, flanked by his wife Barbara Kyagulanyi are escorted by police and supporters as they arrive to cast their votes in the general election, within Magere neighborhood of Kasangati district in Kampala, Uganda January 15, 2026. REUTERS/Thomas Mukoya
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  • O líder da oposição de Uganda, Bobi Wine, disse ter saído temporariamente do país após dois meses escondido, em meio à eleição presidencial de janeiro que manteve Yoweri Museveni no poder.
  • Wine afirmou, em mensagem de cerca de cinco minutos publicada no X, que deixou o país para compromissos “críticos fora de Uganda”, sem revelar onde está ou quais são os compromissos.
  • O músico e político @, cuja identidade real é Robert Kyagulanyi, afirmou que planeja retornar quando for o momento certo para continuar sua causa.
  • Wine afirmou que as forças de segurança bloquearam comícios e prenderam apoiadores, além de terem montado bloqueios de estradas e realizado incursões para tentar encontrá-lo.
  • O governo de Uganda e o comando militar não comentaram de imediato a mensagem de Wine; o filho do presidente Museveni, Muhoozi Kainerugaba, disse nas redes sociais que o Exército procura por Wine, sem detalhar o motivo.

Bobi Wine anunciou, nesta sexta-feira, que deixou temporariamente o país após dois meses no esconderijo. O líder da oposição ugandense afirmou, em mensagem publicada na plataforma X, que se ausentou para compromissos “críticos fora de Uganda”, sem detalhar o destino ou as atividades.

O artista pop-turned-politician, cujo nome de nascimento é Robert Kyagulanyi, contestou o resultado das eleições presidenciais de janeiro, acusando fraude. Ele vinha se mantendo fora do país desde a fuga de sua residência em Kampala, temendo repressões. Wine disse que, no momento adequado, retornará para seguir a defesa de sua causa.

Wine relatou que as forças de segurança montaram bloqueios de estradas e realizaram raids na busca por sua localização. O governo e o comando militar de Uganda não responderam de imediato aos pedidos de comentário sobre a mensagem do oposicionista. Muhoozi Kainerugaba, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e filho de Museveni, afirmou em redes sociais que o Exército busca Wine, sem esclarecer o motivo ou eventual acusação.

Contexto e cenário político

O presidente Yoweri Museveni, 81 anos, está no poder desde 1986 e tem visto eleições repetidamente rejeitadas pela oposição e por direitos humanos, que denunciam intimidação e violência. O governo nega tais acusações e sustenta a legitimidade de seus mandatos.

Wine, conhecido por sua atuação musical, tem sido uma voz central na oposição e afirma que o processo eleitoral não refletiu a vontade popular. O episódio recente intensifica a incerteza política no país e aumenta a pressão internacional por procedimentos transparentes.

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