- EUA e China discutiram, em Paris, mecanismos formais para gerenciar comércio e investimentos entre as duas maiores economias, com possíveis entregáveis para a cúpula entre Trump e Xi em Beijing no final de março.
- As negociações, lideradas pelo secretário do Tesouro americano e pelo vice premier chinês, tiveram mais de seis horas de debate e miram áreas como comércio gerido, agricultura e minerais críticos.
- A China mostrou abertura para novas compras de produtos agrícolas dos EUA, incluindo frango, carne bovina e culturas sem soja, mantendo, porém, o compromisso de comprar 25 milhões de toneladas métricas de soja por ano durante os três próximos anos.
- Foram avaliados dois mecanismos formais, o Conselho de Comércio e o Conselho de Investimento, com o primeiro considerado mais avançado e voltado a ampliar o comércio de maneira equilibrada sem comprometer cadeias de suprimento ou segurança nacional.
- Outros temas debatidos incluíram o fluxo de minerais críticos produzidos na China para empresas norte-americanas e preocupações com o acesso da indústria aeroespacial dos EUA ao dissilicato de yttrio, além de possíveis acordos sobre compra de aeronaves Boeing e combustíveis pelos EUA.
Top US e China fecham negociações em Paris sobre comércio gerenciado e acordos agrícolas com espaço para agenda de Xi-Trump.
As conversas em Paris encerram-se nesta segunda-feira, com avanços em áreas como agricultura, minerais críticos e mecanismos de comércio gerenciado. As propostas devem ganhar viabilidade para serem consideradas por Trump e Xi na China.
Delegações lideradas pelo secretário do Tesouro dos EUA e pelo vice-preito chinês mantiveram encontros de mais de seis horas, no prédio da OCDE, em Paris. O objetivo é definir entregáveis para a viagem de Trump à China no fim de março.
O destaque envolve a possível criação de um “Board of Trade” e de um “Board of Investment” para gerir comércio e investimentos entre as duas maiores economias. O primeiro seria mais desenvolvido e buscaría equilíbrio sem colocar em risco cadeias de suprimento críticas.
Em relação a minerais críticos, autoridades americanas enfatizaram a necessidade de acesso a materiais usados na indústria aeronáutica, como ácidos e metais raros. Houve sinais de flexibilização em pontos considerados mais sensíveis.
China sinalizou abertura para novas compras de produtos agrícolas dos EUA, incluindo aves e carnes, mantendo, no entanto, o compromisso de adquirir 25 milhões de toneladas de soja por ano nos próximos três anos, conforme acordo anterior.
Entre os temas debatidos, também entraram discussões sobre a ampliação de compras de aeronaves Boeing, além de combustíveis fósseis, para aumentar o comércio bilateral sem prejudicar cadeias estratégicas. Detalhes não foram divulgados.
As negociações seguem em meio a um cenário de menor liquidez global, com analistas ressaltando que mudanças significativas podem se estender ao longo do ano, conforme encontros entre líderes se sucedem.
Segundo analistas, as propostas podem ser apresentadas aos dois líderes ao longo de 2026, com possíveis visitas de Xi aos EUA e cúpulas em eventos multilaterais de alto nível.
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