- Israel intensifica ataques contra o Hizbolá na fronteira norte; o Líbano informa 24 mortes desde sábado, totalizando 850 em menos de duas semanas.
- O Exército israelense avisou que bombardeará “a qualquer um que esteja perto” das posições de Hizbolá, com ataques também em Nabatieh e Qatrani.
- O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, negou que haja negociações de cessar-fogo com o Líbano; nos EUA, o presidente Donald Trump disse que não aceita acordo com o Irã.
- A guerra se amplia: mais de 800.000 pessoas deslocadas, ataques iranianos a bases no Golfo e mísseis/drones trocados, incluindo um fragmento de míssil que atingiu o prédio onde reside o cônsul dos EUA em Jerusalém.
- Líderes internacionais tentam mediação; Macron pediu evitar o caos no Líbano; organizações humanitárias denunciam ataques a alvos médicos e desocupação de civis, considerados crimes de guerra pela HRW.
O conflito na região entra na terceira semana e as perspectivas de alto al fogo esmaecem. A offensa de Israel contra Hezbollah se intensificou, com novos ataques a partir de posições no norte do país e no sul do Líbano. O Ministério da Saúde do Líbano informou 24 mortes desde sábado, elevando o total de vítimas do país a 850 em menos de duas semanas.
O Exército de Israel afirmou ter ampliado a ofensiva para enfraquecer a milícia libanesa pró-iraniana. Em comunicado, disse que ações atingiram alvos próximos a posições de Hezbollah e que não excluiria ataques a veículos civis que estejam perto de zonas de combate. A-tensão envolve também o Irã, considerado apoiador de Hezbollah.
Donald Trump informou que não pretende fechar acordo com o Irã e que continuará atacando a ilha estratégica de Jarg, no Golfo, inclusive “por diversão”. Washington nega intenção de cessar hostilidades. Enquanto isso, Tábua envolve deslocamento de civis no Líbano, com mais de 800 mil pessoas obrigadas a fugir de suas casas, segundo dados oficiais.
Desdobramentos no terreno
Autoproclamando objetivos, Israel anunciou que pode ocupar parte da fronteira libanesa para criar uma zona de segurança. Gaza e outras áreas não figuram entre as frentes diretas, mas a escalada já afeta tensões regionais e o fluxo de ajuda humanitária. Jornalistas observam que a violência persiste mesmo após rumores de negociações.
O governo libanês pediu negociações diretas com Israel para evitar uma escalada devastadora. Em resposta, Israel reiterou a necessidade de conter a infiltração de Hezbollah, responsabilizando Beirute pela falta de controle sobre o grupo armado. O setor de saúde libanês alerta para dificuldades em atender feridos em meio à violência contínua.
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