- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a Iran de usar inteligência artificial como arma de desinformação para distorcer seus supostos avanços durante o conflito.
- Trump afirmou, em postagem na Truth Social e em declarações a jornalistas a bordo do Air Force One, que veículos de imprensa ocidentais estariam “coordenando” com a Iran para veicular notícias falsas geradas por IA.
- As observações ocorrem em meio a tensões entre autoridades regulatórias de comunicação e emissoras, com o presidente da Comissão Federal de Comunicações advertindo sobre retirada de licenças caso a cobertura não seja ajustada.
- Trump citou três exemplos em que a Iran usaria IA para enganar o público, incluindo a alegação de que barcos kamikaze não existiriam e de um suposto ataque bem-sucedido à aeronave USS Abraham Lincoln.
- A imprensa informou que imagens tiradas no porto de Basra mostram barcos iranianos com explosivos próximos a navios-tanque, enquanto a Iran afirma ter atingido o USS Lincoln; Trump também disse que imagens de um suposto comício de apoio ao Líder Supremo Mojtaba Khamenei com 250.000 pessoas foram geradas por IA.
NOVA YORK/WASHINGTON, 15 de março de 2026 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã utiliza inteligência artificial como uma “arma de desinformação” para retratar seus êxitos em confronto mediado pela guerra e para oferecer apoio tácito. A mensagem foi publicada no fim de semana, antes de Trump falar a jornalistas a bordo do Air Force One.
Durante a viagem de volta a Washington, Trump comentou que a IA pode ser muito perigosa e que é preciso cautela com a tecnologia. Ele fez a observação após publicar no Truth Social acusações sem apresentar evidências de que veículos de mídia ocidentais mantêm uma suposta cooperação estreita com o Irã para disseminar notícias falsas geradas por IA.
O contexto envolve tensões entre o governo americano e reguladores de mídia. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) tem discutido medidas para ajustar a cobertura de conflitos envolvendo EUA, Israel e Irã, após críticas de Trump a coberturas consideradas desfavoráveis. A FCC chegou a advertir emissores sobre possíveis sanções caso não ajustem sua linha editorial.
Entre as declarações, Trump citou três exemplos de uso alegado de IA pelo Irã para enganar o público. Em uma publicação no Truth Social, ele sugeriu existência de barcos kamikaze inexistentes e afirmou que a IA demonstrou um ataque bem-sucedido contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln, sugerindo que veículos que divulgarem tais imagens deveriam ser responsabilizados.
A agência de notícias Reuters verificou imagens de Basra, no Iraque, que mostraram barcos iranianos com explosivos, supostamente atacando navios-tanque. Não houve confirmação generalizada de que o Irã tenha atingido o USS Lincoln. Fontes oficiais iranianas veicularam mensagens contraditórias sobre ataques no mar.
Trump também alegou que imagens de uma grande manifestação pró-líder supremo Mojtaba Khamenei, com cerca de 250 mil pessoas, seriam geradas por IA e afirmou que o evento não ocorreu. Não houve confirmação independente de tal número por veículos ocidentais ou pela Reuters em buscas rápidas. Diversos relatos mostram aglomerações em Teerã após a designação de Khamenei como líder.
O ex-presidente não detalhou quais notícias específicas do Irã estariam sendo referenciadas, nem forneceu documentos que comprovem as afirmações. As declarações de Trump ocorrem em meio a críticas sobre a linha de cobertura de imprensa durante as hostilidades entre EUA, Israel e Irã. Analistas destacam que o tema envolve informações sensíveis em cenário de conflito.
Entre na conversa da comunidade