Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Von der Leyen enfrenta novos entraves no Oriente Médio

Críticas em Bruxelas a Von der Leyen por tom pró-EUA/Israel e suposta extrapolação de competências, sob o escrutínio do direito internacional

La presidenta de la Comisión Europea, Ursula von der Leyen, en el Parlamento Europeo en Estrasburgo esta semana.
0:00
Carregando...
0:00
  • Ursula von der Leyen enfrentou críticas em Bruxelas e outras capitais por sinalizar apoio explícito aos Estados Unidos e a Israel, além de sugerir que o “antigo ordem mundial” baseada em regras estaria caducando.
  • As falas reacenderam o desconforto de países como Espanha, França e Alemanha, que veem a UE como pilar do direito internacional e defendem o respeito às normas.
  • No Parlamento Europeu, a presidente acabou sendo obrigada a recuar e esclarecer que o compromisso da UE com o direito internacional é inquebrantável, após críticas de eurodeputados.
  • Do gabinete de von der Leyen e de diplomatas, houve defesa de que as observações foram mal interpretadas, mas também há questionamentos sobre o alcance de sua atuação em temas de política externa.
  • A controvérsia sucede a tensões anteriores envolvendo Gaza e ações da UE, como a decisão de enviar uma comissária a Washington para a inauguração de um projeto ligado a Donald Trump, gerando resistência entre Estados-membros.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, voltou a enfrentar críticas por seus posicionamentos sobre Oriente Médio, marcando novo episódio de controvérsia após discursos que foram interpretados como abandono parcial do atual order normativo internacional. A série de declarações ocorreu em contexto de tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com repercussões entre capitais europeias.

O discurso de von der Leyen, feito no Parlamento Europeu, gerou mal-estar por ter sido visto como alinhamento próximo a Washington ou Tel Aviv sem o devido respaldo do direito internacional. Em Bruxelas e outras capitais, autoridades destacaram a importância do quadro de normas e a necessidade de coordenação entre os Estados membros.

Ao longo dos dias subsequentes, o clima na UE ficou tenso. Fontes diplomáticas indicaram leitura ambígua de suas palavras, que motivaram pedidos de esclarecimentos por parte de embaixadores e governos. Habituada a ter voz ativa em política externa, a presidente enfrentou cobranças por supostos excessos de protagonismo.

Reações e esclarecimentos

Países europeus manifestaram preocupações com a possibilidade de desbordar competências da União. França enfatizou a necessidade de atuação conforme subsidiariedade e tratados. Em contraste, Espanha relembrou episódios passados que marcaram a relação com o tema do uso da força externa.

O gabinete de von der Leyen respondeu que não houve extralimitração, afirmou o papel de liderança externo da Comissão e garantiu o compromisso com o direito internacional. Contudo, speeches no Parlamento continuaram a provocar debates entre a sociedade civil e representantes dos Estados-membros.

Contexto e desdobramentos

Diversas fontes ressaltaram a percepção de que a líder europeia adota postura mais política em sua segunda gestão. A tensão envolve também disputas internas com a chefe de Política Externa, a estoniana Kaja Kallas, e receios sobre a coerência entre discurso e ações da UE.

Entre aliados e críticos, a avaliação é de que o alinhamento com interesses de grandes potências não pode comprometer princípios da ordem baseada em normas. Em meio às críticas, permanece o compromisso formal da UE com o direito internacional e com a solução de dois Estados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais