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África do Sul recusa pressão dos EUA por distanciamento do Irã

Pretória rejeita pressão dos EUA para distanciar-se do Irã e busca melhorar relações com Washington, mantendo críticas a questões regionais e diálogo estratégico

South Africa ask World Court for more emergency measures over Israel's Rafah offensive, in The Hague
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  • O diretor-geral do Departamento de Relações Internacionais da África do Sul, Zane Dangor, disse não haver motivo para cortar relações com o Irã.
  • Pretoria busca melhorar as relações com os Estados Unidos, mas rejeita algumas exigências da administração Trump, como abandonar o caso de genocídio contra Israel, flexibilizar leis de empowerment negro e aceitar um programa de refugiados para brancos.
  • As declarações ocorrem em meio a tensões entre EUA, Israel e Irã, que afetam o relacionamento entre Pretória e Washington.
  • Dangor afirmou que a África do Sul não será arrastada para a esfera de influência de grandes potências, incluindo os EUA.
  • Sobre o programa de refugiados, o representante sul-africano disse que o processo não pode usar a designação de “refugiados” e deve seguir canais normais.

South Africa afirma não ter motivos para cortar relações com o Irã, mesmo após declarações do novo embaixador dos EUA de que a ligação com Teerã atrapalha uma boa relação com Washington. A firmeza foi anunciada pelo diretor-geral do departamento de Relações Internacionais, Zane Dangor.

Dangor disse que Pretória pretende manter o diálogo com os EUA, mas não aceitar pressões para abandonar aliados ou adotar políticas que julga inadequadas. Ele citou responsabilidades internas, como leis de empowerment negro, e questões de política externa regional, como motivos para não ceder a condicionantes externas.

O posicionamento ocorre em meio a uma escalada de tensões entre EUA e Irã e ao aprofundamento de atritos entre a África do Sul e Washington durante o segundo mandato do ex-presidente Donald Trump. Dangor afirmou que a relação com os EUA pode avançar em áreas de interesse comum, sem abrir mão de princípios.

Contexto regional e econômico

Segundo Dangor, não há divergência fundamental com o Irã que justifique o rompimento de vínculos. Ele indicou que a cooperação deverá ser avaliada caso a caso, sem alinhamento automático a grandes potências. O governo sul-africano já criticou ações iranianas durante recentes protestos internos.

Relação com Washington

O diretor-geral reforçou a vontade de melhorar as relações com os EUA, desde que as negociações não sejam “dominadas por uma esfera de influência” externa. O embaixador norte-americano em Pretoria, Leo Bozell, foi citado por veículos locais afirmando que a proximidade com o Irã dificulta vínculos estáveis com os EUA, segundo a imprensa.

Dangor criticou ainda propostas da administração de Trump ligadas a políticas de reforma econômica e social, como metas de propriedade de empresas negras e de representação de trabalhadores negros, que, na visão dele, não devem influenciar acordos comerciais. A posição foi apresentada durante a primeira entrevista de Bozell, divulgado pela mídia local.

Sobre outras pautas, o governo sul-africano rejeitou a ideia de transformar questões de refugiados ou de litígios internacionais em condicionantes para relações bilaterais. Dangor destacou que o país manterá o debate sobre temas sensíveis, sem alterar sua linha institucional.

Perspectiva recente

O relacionamento entre África do Sul e os EUA foi marcado por desentendimentos e por tempo de tensão, com quedas de confiança em momentos de crise política interna. O governo sul-africano disse buscar canais para cooperação, priorizando áreas de convergência e mantendo visão crítica sobre questões de segurança regional e política externa.

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