- O conflito no Irã é visto pela ONU como lição definitiva sobre os riscos de depender de combustíveis fósseis, segundo Simon Stiell, secretário-geral de mudança climática da ONU, em Bruxelas.
- Os preços do gás na União Europeia subiram cerca de cinquenta por cento nas últimas duas semanas, com impactos diretos no custo de energia.
- A UE importa mais de noventa por cento do petróleo e oitenta por cento do gás, destacando a vulnerabilidade a choques geopolíticos.
- A Comissão Europeia trabalha em medidas emergenciais para proteger consumidores e evitar uma repetição da crise energética de dois mil e vingt dois.
- A estratégia de longo prazo, segundo a UE, é substituir combustíveis fósseis por energia renovável e nuclear para reduzir a dependência externa e a volatilidade de preços, apesar de pressões de países como Itália e Hungria para flexibilizar as políticas climáticas.
O encurtamento das redes globais de energia diante da guerra no Irã é, segundo o secretário-executivo da ONU para mudanças climáticas, uma lição contundente sobre a dependência de combustíveis fósseis. A declaração será feita a policymakers da União Europeia, em Bruxelas, na segunda-feira. O objetivo é destacar riscos e incentivar a desconexão de petróleo e gás.
A ONU afirma que a crise elevou a volatilidade dos preços e evidenciou vulnerabilidade de câmbio energético. A notícia chega em meio a o aumento dos preços do gás na Europa, impulsionado pelo conflito e pelas interrupções no Médio Oriente.
A UE depende fortemente de importações de energia. Dados citados indicam que a região importa mais de 90% do petróleo e 80% do gás. A conjuntura levou autoridades a considerar medidas emergenciais para proteger consumidores.
O debate público se concentra em estratégias de longo prazo. A Comissão Europeia defende ampliar a produção de energia renovável e nuclear, visando segurança energética e menor exposição a choques de mercado.
Contexto e reação da UE
Governos, incluindo Itália e Hungria, pressionam Bruxelas a flexibilizar políticas climáticas para reduzir custos imediatos. A posição da ONU é de que renunciar a combustíveis fósseis desacoplado da transição tecnológica é prejudicial.
Stiell sustenta que a transição para fontes como vento e solar pode reduzir custos, criar empregos em tecnologia limpa e assegurar fornecimentos estáveis. A defesa é de que depender de importação de combustíveis mantém a Europa vulnerável a crises.
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