- O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que impedirá o retorno de centenas de milhares de moradores ao sul do Líbano até que a segurança de Israel esteja garantida e o Hezbollah seja neutralizado.
- O Exército de Israel anunciou operações terrestres “limitadas e seletivas” na fronteira com o Líbano, visando destruir a infraestrutura terrorista do Hezbollah e criar uma linha defensiva avançada.
- Katz ampliou o objetivo para o território libanês ao sul do rio Litani, cerca de 30 quilômetros da fronteira, representando aproximadamente 10% do território libanês.
- O Ministério da Saúde do Líbano informou que o total de mortos chegou a 850, incluindo 107 crianças e 32 trabalhadores da saúde, com novos óbitos anunciados no sul do país.
- A Missão das Nações Unidas no Líbano (Unifil) relatou incidentes de fogo cruzado; o governo libanês condenou ataques contra os soldados da ONU, enquanto Hezbollah mantém suas armas e o varejo político libanês debate o desarmamento.
Israel afirma que impedirá o retorno de centenas de milhares de residentes ao sul do Líbano até que a segurança do país seja garantida e o Hezbollah seja neutralizado. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Israel Katz, nesta segunda-feira. A medida manteria deslocada a população da região periférica, ampliando o desconforto humano na área.
O Ministério de Defesa informou que, após reunião com altos comandos, as operações terrestres descritas como limitadas e seletivas começaram para anular as capacidades do Hezbollah na fronteira interna do Líbano. Katz indicou que o objetivo se estende ao sul do rio Litani, área que representa cerca de 10% do território libanês.
Avanço das ações e desdobramentos
Tropas israelenses têm realizado bombardeios em vários municípios do sul libanês, com foco em zonas próximas à fronteira. Em Jiam, localidades vizinhas e rotas estratégicas também são alvos, segundo comunicados de Hezbolá que afirmam ataques contra militares israelenses.
A ofensiva envolve ações em Aita al Shaab, Aitaroun, Taybe, Adaise e outras áreas ao longo de 120 quilômetros de fronteira. Relatos de Hezbolá mencionam disparos de rockets e ataques a pontes, tanques e veículos militares israelenses.
Desdobramentos humanitários e posição internacional
O Ministério libanês da Saúde atualizou para 850 o número de mortos desde o início da ofensiva, incluindo 107 crianças e 32 trabalhadores de saúde. Novas mortes foram registradas no sul do Líbano neste fim de semana, com casos em Qantara, Qotrani, Majdel Slim e Aytit.
As Forças de Paz da ONU no Líbano (Unifil) relataram incidentes de fogo próximo a suas patrulhas. O órgão atribuiu parte dos disparos a atores não estatais, em referência ao Hezbollah, que reabriu o front no contexto dos conflitos na região.
Reação política e contexto regional
O ministro das Relações Exteriores do Líbano, Youssef Rajji, condenou ataques contra as tropas da Unifil. O governo libanês já havia proibido o braço militar do Hezbollah, buscando entregar as armas ao Estado, mas o grupo continua atuando na linha de frente contra Israel. A guerra segue sem perspectiva de alto fogo anunciado por Beirute.
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