- O rei Felipe VI reconheceu abusos no passado colonial da Espanha, uma admissão rara da casa real sobre o tema.
- Ele afirmou que, embora as leis coloniais fossem para proteger, na prática houve abuso contra povos indígenas durante os séculos XVI a XVIII.
- Em Madri, durante visita ao museu de Arqueologia, o monarca disse que é preciso estudar os fatos com análise objetiva e sem moralizar excessivamente.
- O rei acompanhou o embaixador mexicano, Quirino Ordaz, em meio a tensões diplomáticas entre Espanha e México sobre o legado colonial.
- Em 2019, o então presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, pediu desculpas; em 2024, a sucessora dele, Claudia Sheinbaum, não convidou o rei para a posse após ele recusar o pedido de desculpas, gesto visto como inaceitável pelo premiê Pedro Sánchez.
O rei Felipe VI reconheceu abusos no passado colonial da Espanha durante visita ao museu de arqueologia em Madrid, numa declaração rara da monarquia. Não houve pedido formal de desculpas a antigas colônias.
A fala ocorreu ao comentar o período em que a Espanha presidiu um dos maiores impérios, entre os séculos XVI e XVIII, abrangendo cinco continentes, com presença significativa na América Central e Latina. Práticas incluíram trabalho forçado, expropriação de terras e violência contra povos indígenas.
O monarca afirmou que leis da época buscavam proteção, mas, na prática, houve abusos. Ao estudar o tema sob critérios atuais, não é possível sentir orgulho, e é essencial aprender com o contexto de forma objetiva e sem moralização excessiva.
Felipe VI visitou uma exposição sobre mulheres indígenas no México e contou com a presença do embaixador mexicano, Quirino Ordaz. A relação entre Espanha e México permanece delicada por questões históricas. Em 2019, o então presidente mexicano pediu desculpas ao povo indígena; em 2024, a sinalização de não convite do rei gerou tensão, com críticas do governo espanhol.
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