Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Trump pressiona aliados a patrulhar Ormuz e amplia tensão sobre rota-chave do petróleo

Presidente dos EUA cobrou apoio de outros países para proteger o estreito mais sensível do comércio global de energia e colocou China, Europa e aliados asiáticos no centro da crise no Oriente Médio.

President Donald J. Trump gestures with a fist pump as he walks across the tarmac upon his arrival Thursday, Oct. 15, 2020, to Pitt-Greenville Airport in Greenville, S.C. (Official White House Photo by Shealah Craighead). Original public domain image from Flickr

Donald Trump passou a pressionar outros países a se envolverem diretamente na proteção do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. A cobrança foi revelada em reportagens da Reuters e da Associated Press repercutidas pelo g1, e acontece em meio ao agravamento da guerra […]

Donald Trump passou a pressionar outros países a se envolverem diretamente na proteção do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás.

A cobrança foi revelada em reportagens da Reuters e da Associated Press repercutidas pelo g1, e acontece em meio ao agravamento da guerra no Oriente Médio e ao risco de novos impactos sobre combustíveis e comércio global.

Pelo que foi publicado, Trump quer que nações que dependem do fluxo de energia que passa por Ormuz ajudem a garantir a segurança da navegação no local.

Entre os países citados nas reportagens aparecem China, Reino Unido, França, Japão e Coreia do Sul, todos grandes consumidores ou parceiros estratégicos dos Estados Unidos.

O que Trump está cobrando

Segundo a Reuters, Trump defendeu que os países que mais se beneficiam do petróleo e do gás transportados pela região assumam parte do custo político e militar de manter a rota aberta.

A cobrança inclui apoio com meios navais e de defesa, num momento em que o estreito segue sob forte risco por causa da escalada com o Irã.

Na prática, o presidente americano tenta montar uma coalizão internacional para proteger a passagem marítima. A ideia é que a operação não fique só nas costas dos Estados Unidos, já que cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito negociados no mundo passam por Ormuz.

Em termos simples, quando essa rota entra em perigo, o impacto pode chegar rapidamente ao preço da gasolina, do diesel e do frete em vários países.

A pressão, porém, não vem encontrando resposta automática. O Japão, por exemplo, já afirmou que não planeja neste momento enviar missão de escolta para Ormuz e disse que ainda avalia qualquer medida dentro de suas limitações legais e constitucionais.

Por que Ormuz virou centro da crise

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. É por ali que escoa boa parte da produção de petróleo de países do Golfo. Por isso, qualquer ameaça à navegação no local acende alerta imediato no mercado internacional de energia.

A preocupação aumentou porque o conflito recente já provocou interrupções, ataques e forte instabilidade na região.

A AP informou que o temor de uma crise energética global cresceu à medida que o Irã manteve pressão sobre o tráfego marítimo e elevou o risco para navios e instalações estratégicas. Nesse cenário, o barril do petróleo voltou a subir com força, o que reforçou a urgência do debate sobre uma patrulha internacional.

Ao mesmo tempo, a reação internacional ainda é cautelosa. O Reino Unido afirmou que não quer ser arrastado para uma guerra maior, enquanto a União Europeia discute possíveis formas de ajudar a manter a navegação, mas sem anunciar uma operação fechada até agora.

Ou seja, existe preocupação comum com Ormuz, mas ainda não há consenso sobre quem vai, de fato, entrar nessa missão.

No fim, a cobrança de Trump amplia a pressão diplomática sobre aliados e parceiros estratégicos. Mais do que uma discussão militar, o que está em jogo é o controle de uma rota que afeta energia, inflação e abastecimento no mundo inteiro. Se a crise em Ormuz continuar, o reflexo tende a ir muito além do Oriente Médio.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais