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Assentamentos israelenses geram violência na Cisjordânia enquanto o mundo foca no Irã

Desde o início da guerra, nove palestinos foram mortos por ataques de colonos na Cisjordânia; ONGs e autoridades apontam agenda de expulsão e impunidade

El palestino de 24 años Thaer Farouq Hamayel, que murió por disparos de un colono israelí, durante su funeral en Abu Falah, en Cisjordania, el pasado domingo.
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  • Desde o início da ofensiva contra o Irã, em quarenta e oito horas houve ao menos oito palestinos mortos por tiros de colonos, totalizando nove quando incluído Mohamed Murra; mais de quarenta feridos em ações em Cisjordânia, segundo a Autoridade Nacional Palestina e B’Tselem.
  • Em Abu Falah, ataques de colonos em 8 de março resultaram na morte de Farea Hamayel (57) e Thaer Hamayel (24), além da morte de Murra por asfixia durante a repressão policial; a ambulância ficou bloqueada por barreiras militares.
  • Em Jumsa, na madrugada de sexta-feira, colonos causaram ferimentos a quatro palestinos, roubaram ovelhas e bens, e houve agressão sexual de um dos homens; em Qusra, Amir Odeh, 28 anos, foi morto a tiros protegendo o rebanho; em Tammun, um casal e dois filhos foram mortos por soldados.
  • Organizações de direitos humanos apontam relação entre colonos e militares, com impunidade frequente: mais de 90% das denúncias não resultam em ações, e apenas uma parcela leva a sentenças, segundo Yesh Din.
  • Dados de 2025 indicam 141 asentamentos e 224 postos avançados na Cisjordânia; Israel reabrira o registro de terras em 2026, o que facilita a legalização de áreas ocupadas, enquanto a violência persiste.

O confronto em Cisjordânia se intensifica desde o início da guerra entre Israel e Irã, em 28 de fevereiro. Ao todo, pelo menos nove palestinos foram mortos por ataques de colonos desde então, segundo organizações de direitos.

Na noite de 8 de março, em Khirbet Abu Falah, uma turba de colonos abriu fogo contra moradores que tentavam socorrer uma família atacada. Dois palestinos foram mortos, aldeia próxima ficou sob tensão e veículos ficaram danificados.

Poucos dias depois, em 10 de março, Omar Hamayel observava o olivar onde primos dele foram baleados. O ataque deixou dois mortos entre os residentes da localidade, e um terceiro falhou em ser socorrido devido a barreiras militares.

Contexto e padrões de violência

A Organização B’Tselem aponta que os ataques de colonos vêm se repetindo com maior frequência desde o início da guerra. Pelo menos oito palestinos morreram por tiros de colonos, e outros episódios somam dezenas de feridos, segundo autoridades palestinas.

Em Jumsa, no vale do Jordão, colonos atacaram a comunidade beduína na madrugada de sexta-feira, resultando em feridos, hospitalizações e roubos de ovinos e pertences. Estudos de ONG locais indicam que a coordenação entre colonos e forças militares é comum em alguns casos.

Em Qusra, outro ataque resultou na morte de Amir Odeh, de 28 anos, que protegía seu rebanho. Além dos animais, terras e plantações sofrem com roubos e ataques reiterados, pressionando moradores a abandonar áreas agrícolas tradicionais.

Implicações e leitura internacional

Analistas ressaltam que a violência acontece em um cenário de maior atenção internacional aos ataques contra a população palestina. Organizações de direitos humanos descrevem a violência como parte de uma política de expulsão de terras.

Entre 2023 e 2025, milhares de palestinos ficaram sem segurança em Cisjordânia, com dezenas de ataques conduzidos por colonos acompanhados de ações militares. Dados de ONG locais indicam um padrão de impunidade e dificuldade de responsabilização.

A repressão e os desalojos alimentam uma sensação de insegurança constante entre moradores de várias localidades, incluindo Taybeh, onde casas foram danificadas e veículos incendiados por grupos de colonos, conforme relatos de residentes.

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