- Um ataque aéreo israelense em Gaza, na região ocidental de Khan Younis, deixou pelo menos três mortos, incluindo uma criança, e doze feridos.
- O ataque ocorre em meio à tensão de um cessar-fogo sob pressão durante a guerra entre Israel, EUA e Irã.
- As autoridades de saúde de Gaza afirmam que mais de setenta e dois mil palestinos foram mortos no conflito, incluindo mais de seiscentos e setenta desde o cessar-fogo de outubro.
- Em Cairo, emissários do Conselho da Paz dos EUA teriam se reunido com representantes do Hamas para salvaguardar o acordo de outubro, que está sob sério desgaste.
- Na Cisjordânia ocupada, forças israelenses mataram um palestino de 17 anos e feriram outro durante confrontos perto de Salfit, segundo autoridades.
Anidado na Faixa de Gaza, um ataque aéreo israelense deixou pelo menos três mortos, entre eles uma criança, segundo autoridades locais de saúde. O ataque ocorreu na terça-feira, na região ocidental de Khan Younis, no sul do enclave, e também deixou 12 feridos. Não houve comentário imediato de Israel.
O episódio ocorre no contexto da continuação de uma ofensiva militar israelense na região, associada à escalada entre Israel, EUA e grupos alinhados ao Irã. No fim de semana, Israel já havia registrado a morte de 12 pessoas em Gaza, incluindo nove policiais, em um ataque que o Exército afirmou ter mirado uma célula do Hamas. Autoridades de Gaza dizem que mais de 72 mil palestinos foram mortos desde o início do conflito, com mais de 670 mortes desde a suspensão do cessar-fogo em outubro.
Diplomacia e cessar-fogo
Três fontes disseram à Reuters que representantes do chamado Conselho de Paz da Administração Trump estiveram reunidos, em Cairo, com representantes do Hamas, na tentativa de proteger o cessar-fogo de outubro. Segundo um funcionário palestino envolvido nas negociações, o Hamas acredita que Israel tenta usar o combate ao Irã para se desvincular de suas obrigações previstas no plano de Trump; Israel nega as acusações.
Falhas de cessar-fogo também vieram à tona com o acirramento na Cisjordânia. Em Salfit, forças israelenses neutralizaram dois suspeitos após disparos contra veículos na região, segundo o Exército. A organização de direitos humanos e assistentes médicos apontam que, com as restrições de circulação impostas durante o conflito, ambulâncias enfrentam dificuldades de acesso aos feridos.
Conflito na Cisjordânia e violência de assentados
Ao mesmo tempo, houve relatos de violência entre colonos e palestinos na Cisjordânia ocupada. Testemunhas indicam que a violência vem ocorrendo em meio a operações militares e bloqueios rodoviários que dificultam a resposta de equipes médicas. Interpretar números oficiais requer cautela, já que as cifras variam entre diferentes fontes.
Entre na conversa da comunidade