- Cubanos nas ruas de Havana mostraram preferência pelo diálogo com os EUA, acreditando que as divergências com o governo cubano podem ser resolvidas na negociação, embora haja ceticismo em relação às palavras de Trump.
- Trump sugeriu a possibilidade de diálogo com Cuba, mas também fez afirmações ambíguas, como a ideia de ter “honra de tomar Cuba” e a possibilidade de uma tomada amistosa ou não.
- EUA mantém embargo econômico a Cuba, incluindo restrições de combustível, em meio a tensão entre os dois países e a prisão de Nicolas Maduro, aliado de Havana.
- Em Cuba, há relatos de interrupções de energia e promoção de readiness militar pela televisão estatal, enquanto algumas pessoas defendem evitar confronto militar.
- Alguns cubanos destacam a importância do diálogo, citando o exemplo da Venezuela, mas outros não confiam plenamente em Trump para negociações.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém versões distintas sobre Cuba: dialogar com o país ou adotar uma postura de confronto. Em Havana, moradores expressaram preferência pelo diálogo, na expectativa de que as divergências entre os governos sejam solucionadas em negociações.
Nesta terça-feira, cubanos na capital manifestaram ceticismo quanto às declarações de Trump, lembrando seu histórico de posições contraditórias. A cena ocorreu em meio a tensões entre Washington e Havana, com a administração norte-americana mantendo sanções e vigilância sobre a ilha.
Afirmou-se que Washington e Havana conduzem conversas em um momento de severa tensão bilateral. O governo dos EUA intensificou a pressão com um bloqueio de petróleo e detenção de recursos venezuelanos, maior apoiador de Havana, enquanto Trump sinalizou possibilidades de ações sobre Cuba.
Reações entre a população
Conversas com habitantes de Havana mostraram variações de opinião sobre a estratégia norte-americana. Alguns defendem o diálogo como caminho para a melhoria da situação econômica e política, enquanto outros destacam dúvidas quanto à confiabilidade do interlocutor.
Entre os entrevistados, há quem reforce a importância de evitar conflitos e defender a busca por soluções pacíficas. Também houve quem reconheça a relevância de manter canais abertos, mesmo com desconfiança em relação a promessas de Trump.
Apoio às negociações é acompanhado por críticas à política externa dos Estados Unidos. Muitos apontam que o bloqueio histórico contribui para o empobrecimento e a dependência de recursos externos, intensificando a pressão sobre a população.
Com o país enfrentando interrupções de energia e cortes de serviços, moradores ressaltaram que a prioridade é a estabilidade interna. A cobertura local destaca ainda a presença de propaganda estatal incentivando a prontidão militar, em meio a um ambiente de incerteza regional.
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