- Nicholas Burns, ex-embaixador dos EUA na China, afirmou que EUA e China são os dois maiores emissores de carbono e precisam colaborar pelo benefício de ambos.
- Em palestra no MIT, ele descreveu a relação como competitiva, dura e adversarial, com competição em militar, tecnologia, comércio e valores.
- No campo econômico, destacou tensões como tarifas elevadas em dois momentos de 2025 e a necessidade de diversificar fontes de terras raras.
- Apontou contradições na energia chinesa: liderança em tecnologia limpa convive com uso contínuo de carvão; clima pode ser área de cooperação.
- Enfatizou a forte ênfase da China em educação e STEM, com 36% dos ingressantes em STEM na China versus 5% nos EUA, citando IA, computação quântica e biotecnologia como áreas-chave.
O ex-embaixador dos EUA na China, Nicholas Burns, falou em seminário no MIT sobre diplomacia sustentável diante da rivalidade entre Estados Unidos e China. O encontro, durante a série MITEI Presents: Advancing the Energy Transition, examinou a evolução das relações bilaterais e seu impacto na transição energética global e no combate ao clima.
Burns destacou que EUA e China hoje respondem sozinhos por números expressivos de emissões globais de carbono, ressaltando a necessidade de cooperação para benefícios mútuos. O debate enfatizou o peso de ambas as potências na ordem internacional e nos temas de energia.
O diplomata, que é professor na Kennedy School, descreveu a relação como competitiva, dura e adversarial, com quatro frentes centrais: militar, tecnologia, comércio e valores. Sobre economia, observou que cada país busca liderar, sem aceitar ser o segundo colocado.
No campo comercial, Burns apontou fricções geradas por guerras de tarifas entre os dois países, citando episódios em 2025 que quase paralisaram o comércio. O tom foi de alerta quanto aos riscos de escaladas protecionistas para a cooperação energética global.
O tema de energia chamou atenção pela hegemonia chinesa em materialmente críticos, como terras raras, usados em baterias, painéis solares e veículos elétricos. O divulgador comentou que o diversification de fornecedores é uma estratégia adotada por várias nações, incluindo os EUA.
A diferença entre liderança tecnológica chinesa em educação, com forte ênfase em STEM, e o uso contínuo de carvão na China também foi ressaltada. Burns sugeriu que ações climáticas podem surgir como área de cooperação, com participação diplomática e tecnológica dos EUA.
Burns ainda discutiu a competição tecnológica em IA, computação quântica e biotecnologia, destacando a importância de adoptar inovações rapidamente e conectá-las a políticas públicas. O contraste entre educação chinesa e americana foi enfatizado como fator relevante.
O ex-embaixador afirmou que a relação é o mais importante entre as nações e que o desafio é manter os interesses protegidos sem recorrer a conflitos de grande escala. Ele pediu normalização de comunicação para evitar o pior cenário.
A palestra ressaltou que a humanidade está interligada por grandes desafios transnacionais, exigindo competição responsável e convivência pacífica entre as potências. O objetivo é entender como competir sem romper a cooperação em áreas cruciais.
A série de palestras do MIT reúne especialistas em energia e lideranças que apontam soluções científicas, tecnológicas e políticas para transformar os sistemas energéticos. More informações podem ser encontradas na página de eventos do MITEI.
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