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El Salvador reforma a constituição para permitir penas de prisão perpétua

Congresso aprova emenda constitucional que autoriza prisão perpétua por assassinato, estupro e terrorismo, ampliando repressão às gangues sob governo de Bukele

Representatives applaud during a session of Congress as they approve a reform to the constitution to allow for life imprisonment, in San Salvador, El Salvador, March 17, 2026.
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  • O Congresso de El Salvador aprovou emenda constitucional para permitir penas de prisão por vida em casos de homicídio, estupro e terrorismo.
  • A reforma foi aprovada com cinquenta e nove votos a favor e um voto contra.
  • A mudança encerra a limitação anterior de tempo efetivo de até sessenta anos, abrindo caminho para cumprir pena de por vida.
  • O presidente Nayib Bukele comentou nas redes sociais que haveria apoio à reforma, questionando quem defenderia manter criminosos presos.
  • A decisão ocorre uma semana após advogados internacionais indicarem fundamentos para crimes contra a humanidade durante o estado de exceção, iniciado há quatro anos; o estado de exceção levou à detenção de mais de noventa mil pessoas, com cerca de quinhentos detidos morrendo em custódia.

El Salvador aprovou, nesta terça-feira, uma emenda constitucional que autoriza penas de prisão perpétua para crimes como homicídio, estupro e terrorismo. A medida foi aprovada pelo Congresso em San Salvador, no contexto do esforço do governo de endurecer o combate às gangues. A mudança é parte da sequência de ações de segurança do governo de Nayib Bukele.

A reforma prevê que, mesmo com a pena máxima prevista, o tempo efetivamente cumprido não ultrapasse 60 anos. A votação contou com 59 votos a favor e apenas um contra, sinalizando apoio amplo entre os legisladores.

Bukele usou as redes sociais para justificar a medida, afirmando que não há espaço para manter criminosos em liberdade e que a reforma reforça a garantia de prisão para homicidas e estupradores. A fala antecedeu a aprovação formal no plenário.

Contexto jurídico e impactos

Na última década, outras leis já previam sentenças longas, mas a emenda amplia o espectro de crimes com penas de prisão perpeta. Analistas destacam que a mudança depende da interpretação do texto pela Justiça e pela fiscalização do sistema carcerário.

A notícia ocorre após grupo de advogados internacionais dizer haver “fundamentos razoáveis” para crimes contra a humanidade no estado de exceção imposto pelo governo há quatro anos. A definição de crimes contra a humanidade envolve excesso de violência e violação de direitos.

Estado de exceção e detenção

O estado de exceção, vigente há quatro anos, permitiu a detenção de mais de 90 mil pessoas. Segundo informações oficiais, cerca de 500 detidos faleceram sob custódia. Organizações de direitos humanos monitoram a situação para avaliar impactos e violações.

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