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Espionagem israelense na Eslovênia eleva tensões na véspera da votação

Eleição na Eslovênia aumenta tensão internacional após relatório de visita da Black Cube, empresa de espionagem israelense, a Ljubljana em dezembro

A person votes early in the Slovenian National elections
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  • O primeiro-ministro esloveno acusou serviços estrangeiros de interferência nas eleições de domingo após reportagem que alega visita de representantes da empresa israelense Black Cube ao país em dezembro, com suposto encontro com o principal adversário da oposição.
  • O grupo 8 March Institute afirma, com base em registros de voo, que o CEO Dan Zorella e o conselheiro Giora Eiland reuniram-se em 22 de dezembro com Janez Janša, líder da SDS, em Ljubiana.
  • A Agência de Inteligência e Segurança da Eslovênia confirmou a chegada dos representantes da Black Cube, mas não confirmou o encontro com Janša.
  • Janša nega ter encontrado a Black Cube; o premiê atual, Robert Golob, chamou o suposto caso de o maior escândalo desde a independência.
  • A presidente Natasa Pirc Musar expressou preocupação com o impacto na democracia, destacando que as atividades externas ainda não foram totalmente elucidadas.

O primeiro-ministro da Eslovênia acusou estrangeiros de interferência nas eleições de domingo após um relatório que afirma ter apontado a visita de representantes da empresa israelense de espionagem Black Cube ao país em dezembro. Segundo o grupo de jornalistas e ativistas do 8 March Institute, a visita incluiu encontros com o principal adversário da oposição.

Conforme o relatório, representantes da Black Cube — incluindo o CEO Dan Zorella e o assessor Giora Eiland, ex-chefe do Conselho de Segurança Nacional de Israel — teriam se reunido com Janez Janša em 22 de dezembro, em Liubliana, com base em registros de voo e outras informações.

A Agência de Inteligência e Segurança da Eslovênia confirmou a chegada dos representantes da Black Cube em dezembro, mas não confirmou o encontro com Janša, líder do SDS, que lidera as pesquisas de intenção de voto. A Black Cube não respondeu a pedidos de comentário; Janša nega o encontro.

Contexto político

Se o SDS vencer as eleições de domingo, é provável que haja mudanças na política eslovena no Oriente Médio, já que o partido liberal Movimento pela Liberdade de Golob tem sido um apoiador dos palestinos. Golob destacou a interferência de serviços estrangeiros como uma violação das bases democráticas da UE.

Em debate entre Janša e Golob, o primeiro afirmou que Golob tenta encobrir corrupção em seu governo. Golob chamou o episódio de um dos maiores escândalos desde a independência do país.

Repercussões institucionais

A presidente Natasa Pirc Musar, sem filiação partidária, manifestou preocupação com o relatório. Ela ressaltou que a extensão das atividades de atores externos ainda não está clara, mas o material apresentado ameaça as bases democráticas da Eslovênia.

A Black Cube ganhou notoriedade em 2017 ao pedir desculpas por operações disfarçadas em favor do produtor de cinema Harvey Weinstein. A empresa declara trabalhar em casos de litígio e crimes financeiros, atuando dentro da legalidade.

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