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EUA e Israel atacam o Irã; Teerã intensifica ataques no Golfo

Embaixada dos EUA em Bagdá é atingida por foguetes e drones, elevando a escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã

Una columna de humo se levanta tras un ataque con misiles y drones contra la embajada de EE UU en Bagdad, este martes.
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  • O conflito no Oriente Médio já deixou mais de 2.000 mortos desde 28 de fevereiro, com nova ofensiva israelense contra Irã e Líbano após lançamento de mísseis do Irã; Teerã intensifica ataques no Golfo.
  • A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá foi atingida por cohetes e pelo menos cinco drones, em um ataque considerado entre os mais intensos desde o início do conflito.
  • Os Emirados Árabes Unidos fecharam temporariamente seu espaço aéreo após ataques com drones e mísseis iranianos; defesa interceptou mísseis balísticos e uma pessoa morreu em Abu Dabi por restos do ataque.
  • O Irã continua hostilizando navios na região de Ormuz, contribuindo para o aperto nos fluxos de petróleo global; no Golfo, centenas de petroleiros permanecem no fio da navalha, com agravamento logístico no Mar Vermelho.
  • O Iraque condenou ataques a missões diplomáticas, como a da embaixada dos EUA em Bagdá e o hotel Al Rashid, reforçando a proteção internacional às instalações diplomáticas.

O conflito no Oriente Médio segue em escalada, com ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã. A ofensiva começou no fim de fevereiro e já deixou mais de 2 mil mortos, segundo balanços preliminares. Na madrugada desta terça-feira, a embaixada dos EUA em Bagdad, no Iraque, foi alvo de lança-armas com cohetes e drones, elevando a tensão regional.

A agressão contra a embaixada ocorreu na Zona Verde de Bagdad, onde também houve ataques a um hotel próximo. Autoridades iraquianas disseram ter neutralizado um ataque com quatro drones direcionado à embaixada e registraram, em seguida, novos disparos de foguetes. O governo do país condenou ataques a missões diplomáticas, destacando que elas operam sob proteção de acordos internacionais.

Paralelamente, o Irã intensificou a retaliação no Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária tem atuado contra embarcações na região próxima a Ormuz, um estreito estratégico que concentra grande parte do tráfego de petróleo mundial. Em resposta, a intervenção de várias potências permanece em estágio crítico, com impactos diretos sobre preços de energia e mercados globais.

Em outro desdobramento, a Arábia Saudita vê efeitos no tráfego marítimo e no abastecimento de petróleo. Dados de Bloomberg indicam que, no porto de Yanbu, cerca de 27 petroleiros permaneceram atracados, um volume acima do normal para o início da semana. A situação tem moldado expectativas sobre disponibilidade de suprimentos e volatilidade de preços.

No âmbito diplomático, a ofensiva de Washington e Jerusalém contra Teerã já provocou reações de aliados europeus e de outras economias globais. Trump voltou a defender ações militares e ao mesmo tempo pediu que parceiros estrangeiros formem uma coalizão para o estreito de Ormuz, apontando para a necessidade de evitar dependência externa, sem, contudo, esclarecer planos concretos.

Em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, uma pessoa morreu devido aos resíduos de um míssil interceptado pela defesa aérea. A cidade também fechou parte de seu espaço aéreo temporariamente, como medida de precaução, enquanto as defesas do país respondem a ameaças vindas do Irã. A evacuação de voos e a suspensão de operações aéreas permaneceram em vigor por várias horas.

Entre os desdobramentos regionais, o Iraque reiterou sua posição contra ataques a missões diplomáticas. O país enfatizou que tais ações violam normas internacionais e prejudicam o funcionamento de instituições estrangeiras presentes em território iraquiano. O episódio ocorreu em meio a uma sequência de ataques a Bagdad, incluindo o alvo à embaixada norte-americana.

O caso também envolve atletas iranianas que buscaram refúgio na Austrália. Duas jogadoras da seleção feminina treinam agora com o Brisbane Roar, após receberem vistos humanitários. O restante do conjunto permaneceu em rota para Omã, com cenário instável no Irã, país que enfrenta o conflito desde o fim de fevereiro. As histórias de proteção às atletas destacam a dimensão humana de conflitos que se desenrolam na região.

No front energético, o Brent registrou alta de aproximadamente 4%, situando-se em torno de 104 dólares o barril, após questionamentos sobre o papel de aliados na proteção de vias estratégicas. Enquanto isso, bolsas globais oscilaram, com inclinações distintas entre os mercados asiáticos e europeus, refletindo incertezas sobre políticas de juros dos principais bancos centrais.

Um novo ataque próximo a Ormuz foi registrado: uma embarcação cisterna internacional sofreu danos menores após ser atingida por um projétil não identificado, a cerca de 42 quilômetros a leste de Fujairah, nos Emirados. A UKMTO, agência britânica responsável pela segurança marítima, alertou sobre a necessidade de cautela para navios que operam na região, onde incidentes recentes têm se acumulado desde o início do conflito.

Esses acontecimentos evidenciam a continuidade das hostilidades na região, com impactos diretos sobre segurança, economia e diplomacia. Autoridades de diversos países acompanham os desdobramentos e reforçam apelos por contenção e cumprimento de normas internacionais, em meio a uma crise que não apresenta prazo definido para um desfecho.

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