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EUA incentivam Síria a agir contra Hezbollah; Damasco hesita, dizem fontes

EUA incentivam Síria a atuar no leste do Líbano para desarmar Hezbollah; Damasco teme entrar no conflito e inflamar tensões sectárias

Smoke rises after an Israeli strike on Beirut's southern suburbs, following an escalation between Hezbollah and Israel amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, Lebanon, March 10, 2026.
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  • Os EUA estimularam a Síria a considerar enviar forças para o leste do Líbano para ajudar desarmar o Hezbollah, mas Damasco está relutante em iniciar uma missão por temer se envolver no conflito regional.
  • A ideia foi discutida pela primeira vez entre EUA e Síria no ano passado e voltou a surgir quando EUA e Israel iniciaram ações contra o Irã.
  • Fontes dizem que várias autoridades sírias e diplomatas ocidentais participaram das discussões, com cautela sobre as consequências regionais.
  • A Síria tem reforçado a fronteira com o Líbano de forma defensiva, sob governo liderado pela corrente sunita, e mantém coordenação com Beirute para evitar tensões.
  • Não há decisão final; autoridades sírias sinalizam que a intervenção poderia ocorrer apenas em defesa ou em resposta a um confronto, mas o tema permanece sob análise.

Damascos estuda a possibilidade de envio de forças para o leste do Líbano, a fim de ajudar a desarmar o Hezbollah. Nos EUA, autoridades incentivam a avaliação dessa operação, mas o governo sírio demonstra hesitação, temendo envolvimento prolongado no conflito regional e agravamento de tensões sectárias.

Aproximação ocorre em contexto de crescentes movimentos para desarmar o Hezbollah, que abriu fogo contra Israel em apoio a Teerã no início de março, gerando ofensiva israelense no sul do Líbano. A ideia foi discutida informalmente entre EUA e Síria desde o ano passado.

Entre as partes, há divergência sobre o tempo e a forma de atuação. Cinco fontes descrevem cautela de Damasco, que já reforçou a fronteira com o Líbano com unidades de foguetes e tropas, alegando medidas defensivas.

Contexto político e diplomático

Diversas fontes afirmam que a ideia ressurgiu quando EUA e Israel intensificaram ações contra o Irã. Um governo sírio alinhado aos EUA manteve cautela, destacando riscos de escalada regional e de atrito com comunidades locais.

A presidência do Líbano informou não ter recebido sinal algum sobre discussões de uma operação transfronteiriça. O governo sírio, por sua vez, afirma manter cooperação com o Líbano para questões de fronteira, sem discutir intervenção em Hezbollah.

Riscos e medidas já adotadas

Um alto funcionário sírio aponta que Washington autorizou uma incursão no Leste do Líbano apenas se o momento for adequado. Mesmo assim, o governo sírio vê perigos como ataque com mísseis iranianos e possível desestabilização interna após violência sectária.

Fontes ocidentais consultadas indicam que Washington estudou o papel mais ativo da Síria no Líbano, incluindo possível incursão, mas destacam a cautela de Damasco para não inflamar tensões bilaterais.

Histórico e implicações regionais

Historicamente, a Síria dominou o Líbano por décadas, o que reforça preocupações quanto a novos desdobramentos. Qualquer intervenção poderia agravar a situação sectária na região e complicar esforços de estabilização após o conflito anterior.

Porta-vozes militares sírios destacaram, recentemente, que o acúmulo de tropas na fronteira é defensivo e que há coordenação com o Exército libanês para manter a autoridade estatal no Líbano.

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