- O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou que o país venceu a guerra contra o Irã, mas sem indicar data de término, dizendo que a campanha continua até alcançar os objetivos.
- Saar disse que o objetivo é eliminar ameaças existenciais, sem explicar como definir o momento de conclusão da missão.
- A guerra já registrou mais de 2 mil mortos, principalmente no Irã e no Líbano, além de vítimas em Israel, Iraque e no Golfo.
- O objetivo de Israel é enfraquecer a capacidade do Irã de atacar no longo prazo e criar condições que possam levar à queda do regime, que, segundo Saar, só poderia ocorrer pelo próprio povo iraniano.
- Enquanto isso, o Irã lançou vários ataques de mísseis contra Israel e encerrou, em parte, o Estreito de Hormuz, gerando tensões regionais e preocupações com o abastecimento de energia.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou nesta terça-feira que Israel efetivamente venceu a guerra contra o Irã, mas não indicou data para o fim do conflito. Ele disse que a campanha deve continuar até que seus objetivos sejam alcançados.
Saar participou de uma coletiva de imprensa em Jerusalém, no 18º dia do conflito, que já deixou mais de 2 mil mortos, segundo avaliações. A maior parte das baixas ocorreu no Irã e no Líbano, além de perdas em Israel, Iraque e em países do Golfo.
O objetivo de Israel é reduzir significativamente a capacidade do Irã de realizar ataques a longo prazo e criar condições internas que possam favorecer mudanças no regime. O ministro ressaltou, porém, que a ruptura do regime depende do próprio povo iraniano.
Mudança de foco tático e respostas regionais
O aparato militar israelense divulgou ter realizado ataques a alvos iranianos, incluindo lançadores de mísseis, instalações de armazenamento e de produção, além de instalações ligadas ao programa nuclear e a forças de segurança. Saar afirmou que a missão continua até a conclusão.
Ao mesmo tempo, o Irã lançou diversos mísseis contra Israel, evidenciando a continuidade da capacidade de retaliação mesmo após mais de duas semanas de conflito. O governo americano tem dado sinais de diferentes cenários sobre o desfecho, sem estabelecer um prazo claro.
O primeiro-ministro israelense e o ministério da defesa anunciaram que agem com planos para semanas adicionais, além do curto prazo. O conflito também envolve lutas com o Hezbollah no Líbano e ataques iranianos contra estados do Golfo.
Perspectivas sobre a navegação e cooperação regional
O Irã bloqueou parcialmente o Estreito de Hormuz, dificultando a passagem de cerca de 20% do petróleo mundial. Esse bloqueio elevou preços de energia e gerou temores de inflação. Países aliados dos EUA, contudo, resistiram a enviar navios para escolta de navios-tanque.
A ministra de Estônia, Margus Tsahkna, presente na coletiva com Saar, sinalizou abertura para participação em uma missão liderada pelos EUA para reabrir a rota, desde que Washington esclareça objetivos e apoio necessário.
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