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Jornalistas condenam Hungria pela remoção de repórteres em evento de campanha

Grupos de imprensa pedem investigação após expulsão de repórteres de ato de campanha em Csákberény, aponta novo revés para a imprensa na Hungria

Hungarian Prime Minister Viktor Orban speaks during an election campaign rally in Kaposvar, Hungary, March 16, 2026. REUTERS/Marton Monus/File Photo
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  • Dois repórteres do Telex foram obrigados a deixar um evento de campanha em Csákberény, em 10 de março, por ordem do prefeito Laszlo Velkei.
  • O ato ocorreu durante fala de representantes da Fidesz, partido do governo, e é visto como indicativo de maior dificuldade de atuação da imprensa no país.
  • O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) e a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) pediram investigação, responsabilização dos envolvidos e garantia de acesso dos jornalistas a eventos públicos.
  • O CPJ chamou o episódio de “novo mínimo” para a liberdade de imprensa na Hungria; a RSF ligou o caso ao longo domínio de Viktor Orban e à necessidade de um processo eleitoral justo.
  • Autoridades locais não responderam de imediato; o caso ocorre num momento de tensão entre imprensa independente e governo, com eleições se aproximando.

A imprensa internacional condenou a remoção forçada de dois jornalistas de um evento de campanha em Csákberény, na Hungria. Segundo a reportagem, os jornalistas do Telex foram expulsos do ato em 10 de março, quando o principal orador era representante do partido governista Fidesz. A denúncia chegou aos veículos de defesa da liberdade de imprensa na semana seguinte.

A Organização para a Segurança dos Jornalistas, o CPJ, afirmou que o ocorrido representa um novo patamar de ataque à liberdade de imprensa no país, que vive período pré-eleitoral. A entidade pediu que as autoridades rechaçassem a violência contra repórteres e responsabilizassem os envolvidos, para garantir cobertura jornalística livre até as eleições.

A RSF e outras entidades enfatizaram que o acesso de jornalistas a representantes políticos é fundamental para um pleito justo. O incidente ocorreu em meio a críticas sobre o controle da mídia estatal e de setores privados por interesses governistas, segundo a análise dos observatórios independentes.

Reações da imprensa internacional

Organizações de defesa da liberdade de imprensa destacaram que atos de obstrução jornalística não têm lugar em um estado-membro da União Europeia. A CPJ reiterou a necessidade de apuração completa, com transparência sobre as responsabilidades.

Contexto político na Hungria

Observadores apontam que o governo de Viktor Orbán enfrenta o maior desafio em anos para manter o controle, com pesquisas mostrando eleitores indecisos. O ambiente inclui controle estatal da mídia pública e intervenções em veículos privados. As entidades lembram que a cobertura ampla de campanhas é essencial para eleições transparentes.

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