- Petro afirmou no X que bombardeios na fronteira com o Equador deixaram 27 corpos carbonizados e que não houve ordem dele nem das forças de segurança colombianas.
- Noboa rebateu, dizendo que o Equador atuou em seu território contra traficantes de drogas, com locais bombardeados servindo de esconderijo para grupos ligados ao narcoterrorismo.
- O governo equatoriano informou operações na noite de domingo contra gangues criminosas, citando apoio de aliados, incluindo os Estados Unidos, sem detalhar o progresso na fronteira.
- As relações entre os dois países se deterioraram desde medidas recíprocas de tarifas: o Equador aumentou tarifas a produtos colombianos em 30% e a Colômbia respondeu com tarifa de 30% sobre setenta produtos vindos do Equador.
- O Equador vem fortalecendo laços com os Estados Unidos, incluindo a abertura da primeira sede oficial do FBI em Quito e acordos para operações conjuntas, em meio a tensões regionais.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira que bombardeios na fronteira com o Equador deixaram 27 corpos carbonizados. Noboa, por sua vez, disse que o Equador realizava ataques em seu próprio território contra traficantes de drogas. Petro disse ainda que não deu a ordem para tais ações.
Noboa rebateu que as ações ocorrem dentro do Equador e que os alvos eram esconderijos de grupos ligados ao narcoterrorismo, em sua maioria colombianos. O governo equatoriano informou que operações contra o tráfico foram iniciadas no domingo, sem divulgar o andamento.
O episódio acirra a relação entre os dois governos, que já vinham se encontrando em tensão após medidas comerciais. O Equador elevou tarifas de importação de produtos colombianos, enquanto a Colômbia suspendeu venda de energia elétrica e impôs tarifa de 30% sobre itens vindos do Equador.
Relações deterioradas
O Equador reforça cooperação com os Estados Unidos no combate ao narcotráfico, incluindo acordos para operações conjuntas. Quito abriu a primeira sede do FBI no país e tem buscado apoio de Washington para ações de segurança interna.
Contexto regional
Nos últimos dias, o governo americano tem estreitado relações militares com países da região para enfrentar o crime organizado e reduzir a influência de adversários como China e Rússia, segundo relatos oficiais.
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