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Quase 200 participantes da Bienal de Veneza pedem cancelamento do pavilhão israelense

Quase duzentos artistas e curadores assinam carta pela exclusão de Israel da Bienal de Veneza, liderada pela Art Not Genocide Alliance, com risco de boicotes

Rather than occupying its permanent site in the Giardini—which remains closed for renovation—Israel will instead exhibit in the Arsenale (pictured)
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  • Quase 200 artistas, curadores e trabalhadores da arte assinaram uma carta pedindo a exclusão de Israel da edição de 2026 da Bienal de Veneza, entregue ao presidente e ao conselho da instituição.
  • O movimento, liderado pela Art Not Genocide Alliance (ANGA), afirma recusar que Israel seja pauta da Bienal em razão de supostos genocídio e apartheid, em apoio ao povo palestino.
  • A carta sustenta que as ações israelenses devastam a vida cultural palestina e critica a suposta cumplicidade da Bienal com o que chamam de destruição da vida palestina.
  • Israel será representada pelo escultor Belu-Simion Fainaru, e, neste ano, a mostra ocorrerá no Arsenale em vez do Giardini, o que motivou críticas de ANGA.
  • O debate acontece em meio a tensões sobre a participação da Rússia na Bienal; a instituição afirma defender diálogo, abertura e liberdade artística, sem censura.

Quase 200 artistas, curadores e profissionais da arte assinaram uma carta pedindo a exclusão de Israel da Venice Biennale 2026, a ser realizada de 9 de maio a 22 de novembro. A entrega ocorreu hoje aos representantes da Bienal, segundo a governing body.

Entre os signatários estão nomes internacionais, como Alfredo Jaar, Yto Barrada, Rosana Paulino, Meriem Bennani e Cauleen Smith, além de curadores como Binna Choi e Carles Guerra. O grupo ANGA lidera a campanha.

A carta é acompanhada de um posicionamento político que condena ações israelenses na região, afirmando que as obras não devem conviver com um estado considerado genocida. Os signatários defendem solidariedade a artistas e palestinos.

Contexto e desdobramentos

Israel entrará na mostra em um formato diferente este ano, ocupando o Arsenale em vez do Giardini, que permanece fechado para reformas. A decisão gerou críticas de ativistas que pedem exclusão formal do país.

A ANGA argumenta que a presença de Israel na Bienal estaria em oposição a princípios de liberdade cultural e poderia exigir ações de boicote caso não haja exclusão. O grupo já havia feito pedido similar em 2025.

O governo de Israel mantém que o pavilão estará aberto, sob contrato que assegura a continuidade da exposição mesmo diante de protestos. Um artista israelense convidado para falar sobre o tema revelou posições divergentes dentro do próprio país.

A Biennale, por sua vez, registra que não apoia censura e quer manter portas abertas para diálogo cultural. A instituição ressaltou que a cidade de Veneza busca manter conexão entre povos e culturas, mesmo diante de tensões internacionais.

Outros impactos na edição incluem a participação de 99 países e a decisão de outros pavilões, como o da África do Sul, que mudou de projeto devido a referências a violência em Gaza. A lista definitiva de participações segue em aberto.

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