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Shigeaki Mori, sobrevivente de Hiroshima abraçado por Obama, morre aos 88 anos

Shigeaki Mori, hibakusha de Hiroshima, morre aos 88 anos; seu legado inclui o reconhecimento de vítimas e o encontro histórico com Obama em 2016

U.S. President Barack Obama (L) hugs atomic bomb survivor Shigeaki Mori as he visits Hiroshima Peace Memorial Park in Hiroshima, Japan
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  • Shigeaki Mori, hibakusha de Hiroshima, morreu aos 88 anos, segundo a agência Jiji Press, em um hospital da cidade no dia 14 de março.
  • Em 2016, Mori foi abraçado pelo ex-presidente Barack Obama durante uma visita histórica a Hiroshima.
  • Mori dedicou décadas para localizar vítimas cremadas no pátio de sua escola e identificou 12 americanos que morreram no bombardeio.
  • Ele tinha oito anos quando a bomba caiu, em 6 de agosto de 1945, deixando a cidade arrasada e Mori inconsciente pelo impacto.
  • Hibakusha continuam buscando preservar as memórias de Hiroshima e Nagasaki, que somam cerca de 550 mil mortes até hoje, incluindo doenças relacionadas à radiação.

Shigeaki Mori, hibakusha de Hiroshima, morreu aos 88 anos em um hospital da cidade no dia 14 de março, conforme informou a Jiji Press. A notícia foi publicada em 17 de março.

Mori tinha oito anos na hora do bombardeio atômico de 6 de agosto de 1945, que devastou Hiroshima. Ao longo de décadas, ele liderou uma busca por vítimas cremadas em um palco de sua escola, tarefa que também permitiu identificar 12 norte-americanos que morreram no ataque.

O ex-presidente dos EUA, Barack Obama, abraçou Mori durante uma visita histórica à cidade em 2016, retratada no Hiroshima Peace Memorial Park. A imagem ficou marcada como símbolo de reconciliação e do debate sobre a redução de armas nucleares.

Contribuições de Mori

A atuação de Mori destacou-se pela documentação de experiências de hibakushas e pela tentativa de manter viva a memória do ataque. As autoridades indicam que Hiroshima e Nagasaki acumularam, até hoje, cerca de 550 mil mortes ligadas diretamente aos ataques e às doenças associadas à radiação.

A perda de Mori é reconhecida como parte de um conjunto de testemunhos que moldaram o debate global sobre o uso de armas nucleares e a busca por um mundo sem arsenais atômicos.

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