- A Ucrânia avança no design de um escudo antiaéreo inspirado no sistema israelense Cúpula de Ferro, usando tecnologia própria e apoio ocidental.
- O principal obstáculo é o tamanho do território ucraniano, aproximadamente 30 vezes maior que Israel.
- Israel não disponibilizou o sistema completo à Ucrânia, adotando cautela para manter boas relações com Rússia; apenas um sistema de alerta foi citado em termos limitados.
- O objetivo de Kiev é construir cúpula antidrones que ataque a ameaça antes que ela se aproxime, usando drones interceptores e unidades móveis com eficácia de derrubada de cerca de 50% dos drones inimigos.
- Países interessados incluem Estados Unidos e outras nações, com Israel sinalizando possível abordagem direta entre Netanyahu e Zelenski; equipes ucranianas já atuam no terreno, inclusive em base dos EUA na Jordânia.
O governo ucraniano avança no desenvolvimento de um escudo antiaéreo inspirado no modelo israelense Iron Dome. O objetivo é criar uma defesa capaz de neutralizar drones antes que ataquem alvos civis e militares. O tamanho do território da Ucrânia, cerca de 30 vezes maior que Israel, é apontado como principal desafio logístico e tecnológico.
A iniciativa ocorre em meio a intensos ataques de drones e mísseis russos. Kiev busca combinar radares, interceptores e guerra eletrônica com tecnologia própria e insumos ocidentais. O objetivo não é depender apenas de sistemas caros, como Patriot, mas adaptar a defesa às suas necessidades.
Contato com Israel e apoio internacional
Autoridades em Kiev indicam que Israel se mostrou receptivo a discutir o tema armamentista, embora Netanyahu tenha mantido uma postura cautelosa para preservar relações com Rússia. Washington, por sua vez, já reconhece o interesse de países do Golfo e europeus na tecnologia ucraniana de interceptação de drones.
Segundo o ministro da Defesa, Mijailo Fedórov, a missão é criar uma cúpula antidrones que atue na aproximação da ameaça, não apenas após o ataque. O novo comandante da Força Aérea, Pavlo Yelizarov, enfatiza que a capacidade de englobar drones envolve unidades móveis que já demonstram eficácia de derribo em cerca de 50% das incursões inimigas.
Experiência em campo e produção nacional
Yelizarov aponta que o sistema precisa respondê-lo de forma proativa, destruindo drones que se aproximam. Paralelamente, Kiev utiliza drones interceptores desenvolvidos localmente, com efeito maior do que baterias terrestres. Um modelo de empresa ucraniana, a Sting, ganhou destaque, mas fabricantes negam ampliar a produção para suprir toda a demanda.
As tropas ucranianas mantêm presença em zonas de fronteira e em bases aliadas, incluindo uma base militar dos Estados Unidos na Jordânia. Zelenski reitera que a cooperação tem natureza defensiva e que não envolve ataque a Irã.
Contexto regional e ameaças
Rússia intensifica ataques com drones kamikazes, bombas aéreas e mísseis, buscando sobrecarregar a defesa aérea ucraniana. Kiev afirmou que busca soluções rápidas e tecnológicas, com o objetivo de reduzir baixas entre civis e militares. Em paralelo, Teerã lançou advertências públicas contra a participação da Ucrânia no conflito regional, classificando-a como envolvida por apoiar Israel.
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