- A União Europeia sancionou nove militares russos envolvidos na matança de Bucha e em outras áreas da região de Kyiv, com proibição de entrada na UE e congelamento de bens.
- Entre os sancionados está Alexander Chaiko, considerado o principal comandante russo no terreno na hora da invasão na Ucrânia.
- A UE também puniu quatro pessoas ligadas à desinformação e propaganda russa, incluindo o videoBLOGueiro Graham Phillips e o apresentador Adrien Bocquet.
- O objetivo é punir quem manipula informações e tenta justificar a guerra contra a Ucrânia, segundo o documento oficial da UE.
- A ação ocorre no quarto aniversário da invasão, que, segundo dados ucranianos, deixou cerca de 1.400 mortes em Bucha durante a ocupação.
A União Europeia ampliou sua lista de sanções, incluindo nove militares russos ligados à matança em Bucha e em outras áreas da região de Kiev. Medidas restritivas devem congelar ativos e barrar a entrada em território europeu.
Entre os sancionados está o oficial de maior posto no terreno no início da invasão, apontado pela UE como gerente de operações que resultaram em crimes na cidade ucraniana de Bucha. A lista indica também participação em ações de ocupação e ataques contra civis.
Sancionados por crimes na Ucrânia
As medidas visam impedir que os agentes tenham acesso a bens na Europa e impeçam viagens. A UE sustenta que as ações dos militares configuraram violações graves do direito internacional humanitário.
Alexander Chaiko é citado como comandante-chave durante a ocupação de Bucha. A UE descreve que ele coordenou operações que permitiram o avanço russo e que resultaram em mortes de civis.
Segundo fontes ucranianas, Chaiko esteve presente em Bucha e em pontos próximos, com registro de participação em ações de repressão e reconhecimento de áreas ocupadas. Investigadores destacam o papel estratégico do militar.
A lista também menciona outros oficiais, com base em evidências de operações e marcos de comando durante a invasão. As sanções visam responsabilizar quem planejou ou executou crimes em território ucraniano.
Propaganda e desinformação associadas ao Kremlin
Além dos militares, a UE puniu quatro indivíduos pela desinformação e interferência na Europa. Entre eles aparecem criadores de conteúdo e apresentadores ligados a campanhas de propaganda.
Os nomes incluem perfis de veículos de mídia e de comunicação que disseminaram narrativas pró-Rússia. A UE afirma que tais campanhas visaram justificar a invasão e deslegitimar autoridades ucranianas.
Entre os citados está um apresentador de origem britânica e um jornalista franco-russo. As autoridades europeias apontam atividades de recrutamento de combatentes e de promoção de relatos distorcidos sobre o conflito.
A lista também inclui figuras que, segundo a UE, participaram ativamente da difusão de desinformação tanto na Europa quanto em outras regiões. As medidas refletem a continuidade das ações para conter a propaganda russa.
Contexto e impactos
As novas sanções coincidem com o quarto aniversário da invasão em grande escala da Ucrânia. A UE foca em responsabilizar agentes envolvidos em repressão, crimes de guerra e campanhas de desinformação.
A restrição econômica e o congelamento de ativos visam reduzir a capacidade de dirigentes militares e propagandistas influenciarem a situação na região. As medidas seguem a coordenação com parceiros internacionais.
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