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Alerta no Mediterrâneo por navio russo à deriva após ataque com drones

Navio cisterna russo Arctic Metagaz à deriva no Mediterrâneo após ataque com drones; risco ambiental elevado e derramamento temido pela UE

El barco metanero 'Arctic Metagaz', varado entre la costa de Malta y la isla italiana de Lampedusa, el pasado 13 de marzo.
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  • Um cargueiro russo, Arctic Metagaz, está à deriva no Mediterrâneo após suposto ataque com drones, com um enorme furo na lateral.
  • O navio, de 277 metros, partiu de Murmansk em fevereiro e transporta gás natural liquefeito, cerca de 450 toneladas de fuelóleo e 250 toneladas de diesel.
  • A embarcação fica perto de águas maltesas e italianas e dirige-se agora para a Líbia; 30 tripulantes foram resgatados pela guarda costeira líbia.
  • Nove países da União Europeia alertam sobre alto risco ambiental, classificando o navio como “bomba ambiental” e pedindo medidas contra a frota clandestina do Kremlin.
  • OWWF alerta que um possível derramamento poderia causar incêndios florestais, contaminação extensa e danos à biodiversidade do Mediterrâneo; Putin chamou o ataque de terrorismo.

Um cargueiro russo da chamada “flota fantasma” encontra-se à deriva no Mediterrâneo após sofrer dano num ataque com drones, segundo a Rússia, que atribui a ação a Ucrânia. O navio Arctic Metagaz, de 277 metros de comprimento, zarpou de Murmansk em fevereiro e transporta gás natural liquefeito, fueloil e diesel. A embarcação mantém-se com grande furo numa das laterais e sem tripulação a bordo.

A embarcação foi atacada entre 3 e 4 de março, conforme a Rússia. A guarda costeira líbia resgatou os 30 tripulantes; o navio permanece à deriva perto de águas italianas e maltesas, com rumo provável a Libia. Portos líbios inicialmente informaram que o navio teria afundado, mas o navio continua ativo aos olhos de autoridades internacionais.

Nove países da UE alertam para o grave risco ambiental gerado pelo cargueiro, descrito por autoridades italianas e maltesas como uma “bomba ambiental”. Segundo o comunicado, as navegações da chamada frota clandestina ajudam a driblar sanções e podem atuar como arma híbrida contra a UE, elevando a necessidade de respostas coordenadas.

Desdobramentos e impactos ambientais foram destacados por organizações ambientais. O WWF aponta que, em caso de derramamento, pode haver incêndios, contaminação de água e ar, além de danos a ecossistemas marinhos protegidos da região, onde há alta biodiversidade e presença de espécies como atum e peixe-espada.

Enquanto Kiev não se pronunciou formalmente sobre o incidente, autoridades ucranianas já indicaram que navios da frota clandestina podem ser alvos legítimos. Em novembro, serviços de inteligência ucranianos afirmaram ter inutilizado três embarcações desse tipo no Mar Negro, reforçando o contexto de resposta a ações russas.

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