- Bombardeio atingiu instalações de produção de energia na região de Pars Sur, no Golfo, provocando incêndio e danos a tanques de gás; trabalhadores foram evacuados.
- Ações não foram reivindicadas oficialmente pelos países envolvidos; a imprensa israelense atribui a ataque a Israel com consentimento dos EUA, que não confirmam.
- Teerã prometeu retaliação “nas próximas horas” contra instalações de hidrocarbonetos no Golfo.
- Os mercados reagiram: o Barril Brent chegou a US$ 109 e o gás no índice de preços de gás europeu (TTF) subiu para 55,5 euros por megawatt-hora.
- Países da região criticaram a ofensiva: Catar chamou o ataque de perigoso e irresponsável; Emirados Árabes Unidos consideraram uma ameaça à segurança energética global.
Foi registrado um ataque a instalações de produção de energia no Golfo, com foco no maior yacimiento de gás do mundo, em Pars Sur, parte da Zona Econômica de Pars. O bombardeio atingiu plantas petroquímicas, gerando incêndio e danos não especificados. Não houve confirmação oficial das partes executoras.
A imprensa israelense atribui o ataque a Israel, com apoio tácito dos EUA, mas nem Tel Aviv nem Washington reivindicaram a responsabilidade. A Guarda Revolucionária iraniana ordenou evacuações rápidas em várias instalações de hidrocarbonetos no Golfo, incluindo Ras Laffan, no Qatar, e uma refinaria na costa saudita.
Os trabalhadores foram evacuados para locais seguros após o fogo ser contido, segundo agências iranianas. Fontes do governo iraniano indicaram que houve danos a tanques de gás e a parte de uma refinaria, com danos ainda sendo avaliados.
O ataque ocorre em meio à escalada do conflito na região, após 48 horas de ações de sabotagem contra autoridades iranianas consideradas de alto escalão. Teerã prometeu retaliação pelas mortes, enquanto Israel mantém ataques contra alvos no Irã e em áreas golfinas do Golfo.
Reações regionais e mercado
Na região, Qatar qualificou o ataque como perigoso e instável, e pediu moderação e respeito ao direito internacional. Emiratos Árabes Unidos também classificou a ação como uma ameaça à segurança energética global.
No mercado internacional, o Brent subiu cerca de 5,5% e alcançou perto de 109 dólares por barril. O gás TTF avançou cerca de 6,6%, cotado a aproximadamente 55,5 euros por megawatt-hora, refletindo maior volatilidade e incertezas.
Israel interpreta o ataque como sinal de que Teerã pode interromper produção e exportação caso haja bloqueio estratégico na região. Enquanto isso, autoridades de Doha pedem contenção para evitar desestabilização econômica e militar adicional.
Fontes oficiais citadas por agências internacionais destacam que a situação permanece tensa, com portrayal de riscos no estreito de Ormuz e impactos potenciais sobre fornecedores de energia no Golfo. As informações oficiais sobre responsabilidades continuam sem confirmação.
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