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Ayuso não apoia o Rei na polêmica com México sobre a conquista e cita abusos aztecas

Ayuso mantém oposição a perdão pela conquista, citando abusos de astecas; choque com México amplia tensão diplomática

La presidenta de la Comunidad de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, durante una visita a los terrenos del Monte de Utilidad Pública de Viñuelas, en Tres Cantos.
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  • Isabel Díaz Ayuso, presidenta da Comunidade de Madrid, disse que os abusos contra povos autóctones já ocorriam antes de qualquer conquista, citando os astecas e maias.
  • O rei Felipe VI afirmou que houve abusos e controvérsias éticas na colonização da América, defendendo estudo objetivo sem julgamento extremo.
  • México, por meio de Claudia Sheinbaum, viu no posicionamento do rei um sinal de aproximação, embora não como um perdão completo.
  • Ayuso rejeita a necessidade de Espanha pedir desculpas, mantendo que a colonização formou um processo civilizatório e um novo order.
  • A polêmica entre Ayuso e Sheinbaum persiste desde 2019, com divergências sobre o reconhecimento da história e respostas políticas entre Espanha e México.

La presidenta da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, volta a causar atrito com a governante mexicana após inserir críticas sobre a conquista da América. Em entrevista ao Okdiario, Ayuso afirmou que os abusos já ocorreram entre povos autóctones durante os rituais de sacrifício praticados por aztecas e maias. O posicionamento reacende o debate sobre perdão histórico.

O embate ganhou contornos institucionais após declarações do rei Felipe VI. Em visita a uma exposição sobre mulheres indígenas mexicanas, o monarca reconheceu abusos e controvérsias éticas na colonização. O rei pediu uma leitura objetiva do passado, sem presentes julgamentos morais, mas sem descarte da crítica histórica.

O governo mexicano afirmou que as palavras do rei podem sinalizar abertura para um pedido de perdão. A ministra mexicana Claudia Sheinbaum reagiu positivamente, descrevendo o gesto como um passo de aproximação entre os dois países. Beatriz Gutiérrez Müller, historiadora ligada à presidência, tem defendido o perdão com veemência.

Ayuso sustentou que não é necessária penitência de Espanha. Ela acompanhou o argumento de Feijóo de que revisar episódios do século XV no século XXI seria inadequado. A presidente também defendeu que a colonização inaugurou um processo civilizatório e um novo modo de vida no continente.

Abrangência do debate

Ayuso afirmou que a conversa entre o rei e o embaixador mexicano ocorreu em um ambiente privado, ampliando o contexto de cordialidade entre as nações. Ela destacou que o monarca costuma apresentar mensagens de respeito a México, que é considerado país irmão.

A controvérsia entre Ayuso e Sheinbaum já havia surgido há meses, quando Ayuso comparou o governo mexicano à ditadura cubana. A mexicana contestou a comparação, veiculando que México segue seu próprio caminho sem copiar modelos externos.

O histórico desse confronto remonta a 2019, quando López Obrador enviou ao rei Felipe VI uma carta pedindo desculpas. A Espanha negou o pedido, e o México reagiu não convidando o monarca para a posse de Sheinbaum, o que intensificou a tensão diplomática. A questão permanece em pauta nos dois países.

Ayuso mantém posição de alinhamento com a visão de que o passado não requer arrependimento formal de Espanha, enquanto Sheinbaum reforça a defesa de uma reconciliação histórica entre México e Espanha.

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