- Líderes da União Europeia vão pressionar o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán para liberar o empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia.
- Orbán bloqueou a implementação do empréstimo no mês passado, citando disputa sobre o oleoduto Druzhba danificado por ataque russo em janeiro.
- A Ucrânia afirma que o reparo do oleoduto levará tempo, enquanto a Hungria diz estar pronta para operar já.
- No encontro em Bruxelas, os demais membros devem exigir que Orbán recue e apoiem o empréstimo, com ajuda técnica e financeira da UE para o conserto do oleoduto.
- O atraso de Orbán gera risco de falta de dinheiro para Kyiv em semanas e levanta dúvidas sobre a credibilidade do Conselho Europeu; ele já resistia aos custos do empréstimo.
EU pressiona Orban para desbloquear empréstimo de 90 bilhões de euros a Ukrânia
Bruxelas, 19 de março – líderes da União Europeia devem intensificar a pressão sobre o primeiro-ministro húngaro Viktor Orban para que retire o blockade ao empréstimo de 90 bilhões de euros destinado à Ucrânia, confirmado em dezembro. A suspensão foi mantida mesmo diante de acordo entre os 27 para apoiar o repasse.
Orban sustenta a posição com base em uma disputa sobre um gasoduto danificado e busca garantias de que o fluxo de petróleo não será retomado sem condições. Enquanto isso, a Ucrânia afirma que levará tempo para reparar a Druzhba, que transporta petróleo russo por Ucrânia para a Hungria e a Eslováquia.
Na cúpula de Bruxelas, os demais chefes de Estado e governo apontarão para o acordo recente com Zelenskiy para consertar a Druzhba com ajuda técnica e financiamento da UE. A ideia é evidenciar que o financiamento não deve depender de alterações políticas, mas seguir o conjunto de decisões já aprovadas.
O atraso gera riscos para Kyiv, que pode ficar sem recursos em semanas, e coloca em xeque a credibilidade do Conselho Europeu, segundo diplomatas. Orban já deixou claro que não recuará, chegando a afirmar em redes sociais que não haverá entrega de petróleo sem condições.
Orban, próximo de aliados nacionalistas e em campanha de reeleição, tem historicamente se mostrado desafiador para a linha dominante da UE. Ainda assim, a maioria dos blocos internamente espera uma retomada do acordo de financiamento. A posição húngara tem gerado atritos diplomáticos.
Especialistas afirmam que a solução envolve a retomada do fluxo na Druzhba com garantias de conformidade e recursos para reparos, além de salvaguardas financeiras para o empréstimo. A coordenação entre Kyiv e Bruxelas é vista como essencial para evitar um novo choque político.
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