- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que a doutrina nuclear do país não deve mudar significativamente.
- As declarações foram dadas à Al Jazeera e divulgadas pela mídia iraniana nesta quarta-feira.
- Araqchi ressaltou que o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, ainda não expressou publicamente sua opinião sobre o tema.
- O Irã sustenta que seu programa nuclear é de uso civil; países ocidentais acusam Teerã de buscar armas nucleares, o que o governo nega.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que a doutrina nuclear do país não deve mudar significativamente. A declaração foi veiculada pela Al Jazeera, com transmissão indicada pela mídia iraniana nesta quarta-feira.
Araqchi comentou que as fatwas dependem do jurista islâmico que as emite e não estava em posição de julgar as visões jurisprudenciais ou políticas de Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã. O comentário considera a transição formal de liderança como fator relevante.
Historicamente, o Pai da fatwa contra armas de destruição em massa foi Ayatollah Ali Khamenei, falecido no início da atual guerra envolvendo EUA e Israel. O Irã insiste que seu programa nuclear tem fins civis, enquanto países ocidentais acusam o país de buscar arsenais nucleares.
A Reuters reportou as falas de Araqchi em Dubai, em 18 de março, destacando a cautela iraniana sobre o posicionamento oficial do novo líder. O porta-voz não trouxe novas diretrizes para o programa nuclear do Irã.
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