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EUA perdem o status de democracia liberal

Instituto sueco aponta retrocesso democrático nos EUA, sob Trump, que aproxima o país de Hungria e Turquia e concentra o poder, ameaçando liberdades e freios institucionais

El presidente de EE UU, Donald Trump, este martes en la Casa Blanca.
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  • O Instituto V‑Dem (Suécia) classifica os EUA, em 2026, como não sendo mais democracia liberal, situando o país ao nível de Hungria ou Turquia sob a liderança de Donald Trump.
  • No primeiro ano do atual mandato, Trump assinou 225 ordens executivas, enquanto o Congresso aprovou 49 leis novas.
  • O relatório aponta concentração rápida e agressiva de poderes na presidência, com o Congresso enfraquecido e riscos aos freios e contrapesos.
  • Em nível global, 41% da população vive em países onde a democracia está se reduzindo; há 92 autocracias e 87 democracias, com apenas 7% da população em democracias plenas.
  • O estudo destaca que Trump estaria movendo-se rumo a uma ditadura, ao substituir inspectores gerais e líderes em diversos ministérios por aliados, removendo limitações ao poder.

O estudo anual do Instituto V-Dem de Gotemburgo aponta um recuo democrático global em 2025, com quase um quarto dos países vivenciando regressão ou autocratização. Entre os 10 casos mais expressivos, Europa e América do Norte concentram seis, incluindo potências do G-7.

A conclusão central é que os Estados Unidos deixaram de ser uma democracia liberal. Segundo o relatório de 2026, o país está no mesmo nível de Hungria e Turquia em termos de erosão institucional, sob o governo de Donald Trump.

Para os pesquisadores, a autocratização avança com rapidez no mundo desenvolvido. O estudo afirma que 41% da população mundial vive em regimes onde a democracia está mais fraca do que antes.

O relatório de V-Dem usa 48 métricas para classificar governos. A instituição ressalta que a queda nos EUA se diferencia pela velocidade, comparando com trajetórias mais longas observadas em outros países.

Segundo os especialistas, a transição envolve concentração de poder na presidência, enfraquecimento do Congresso e erosão de freios e contrapesos. O documento cita 225 ordens executivas assinadas no primeiro ano de Trump.

Ao mesmo tempo, o Congresso republicano aprovou 49 leis, em meio a decline de direitos civis e queda da liberdade de expressão. A atuação judicial tem sido citada como freio a essa tendência.

O estudo cita ainda que mais de 600 processos judiciais buscam conter a acumulação de poder da gestão de Trump, em meio a uma rede de decisões que afetam imigração, governança e políticas públicas.

Além dos EUA, o relatório aponta desmantelamento institucional em outras democracias. Lindberg, fundador da instituição, afirma que o recuo é o maior já observado em um país desde 1789.

O levantamento traz um mapa global da disputa entre democracias e autocracias. Em 2025, havia 92 regimes autocráticos e 87 democracias, com a maioria da população mundial sob governos autoritários.

O documento destaca que a liberdade de expressão sofre recuos em 44 países, e que a independência de instituições como tribunais e órgãos reguladores é frequentemente desvalorizada em cenários de concentração de poder.

Desempenho eleitoral também aparece sob pressão. A limpeza e transparência dos processos eleitorais foi prejudicada em 22 nações, segundo o relatório.

No conjunto, o estudo indica que as quedas democráticas associadas a restrições a liberdades e a censura governance se intensificaram na última década, reduzindo o espaço cívico global.

Contexto global

Este trecho do relatório detalha a distribuição de poder mundial, com impacto direto sobre a governança e a participação cidadã. O documento enfatiza a coexistência de regimes com eleições, mas com atributos autocráticos.

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