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Indonésia prende quatro militares suspeitos de ataque com ácido a ativista

Quatro oficiais das Forças Armadas são presos por suposto ataque com ácido a ativista crítico da expansão militar na política; investigação apura motivação e possível ordem superior

Advocacy for Democracy Team (TAUD) members hold posters in solidarity with Andrie Yunus, an activist and deputy coordinator with Indonesia's rights group Commission for Missing Persons and Victims of Violence (KontraS), who suffered burns to 24% of his face and arms from acid thrown by two unidentified assailants on a motorcycle on March 12, after a press conference in Jakarta, Indonesia, March 16, 2026. REUTERS/Willy Kurniawan
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  • Autoridades militares prenderam quatro oficiais suspeitos de envolvimento no ataque com ácido contra o ativista Andrie Yunus, conhecido por oposição ao papel ampliado do Exército na vida civil.
  • Os suspeitos seriam de uma unidade de inteligência das Forças Armadas, com ligações à Marinha e à Força Aérea.
  • Yunus sofreu queimaduras em 20% do rosto e do corpo após o ataque em 12 de março, ocorrido quando ele gravava um podcast sobre o tema.
  • Os quatro estão sob custódia da polícia militar e devem passar por investigação, podendo enfrentar julgamento militar por agressão grave, com pena de até sete anos.
  • A polícia de Jacarta afirmou que outras pessoas podem ter participação; o advogado do ativista pediu transparência e criação de uma comissão independente para apurar o caso.

Indonésia prendeu quatro oficiais militares suspeitos de envolvimento em um ataque com ácido contra um ativista. O ocorrido ocorreu no dia 12 de março, em Jakarta, e o ataque atingiu Andrie Yunus, ativista conhecido por sua oposição à atuação ampliada do Exército na vida civil. A agressão ocorreu após Yunus gravar um episódio de podcast sobre o tema.

Segundo o comando da Polícia Militar das Forças Armadas, os suspeitos integram uma unidade de inteligência e pertencem ao Exército, com envolvimento adicional de oficiais da Marinha e da Força Aérea. Os quatro foram detidos na sede da polícia militar para investigações concluídas. As autoridades informaram que a apuração continua e pode revelar novos indícios sobre o caso.

Yunus teve queimaduras que afetaram cerca de 20% do rosto e do corpo, conforme relatos das autoridades. As investigações também visam esclarecer possíveis motivadores, inclusive se houve ordem de superiores. Os suspeitos devem enfrentar processo militar por agressão grave, com potencial de até sete anos de prisão, conforme anunciado pela defesa.

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