Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Irã mantém ameaça em Hormuz, abre passagem a navios de nações não inimigas

Irã mantém pressão no estreito de Ormuz, liberando passagem seletiva a navios de aliados enquanto o tráfego despenca e os preços do petróleo sobem

Un carguero navegaba cerca del estrecho de Ormuz, el pasado 11 de marzo.
0:00
Carregando...
0:00
  • Irã começou a permitir passagem discricionária de certos navios pelo estreito de Ormuz, principalmente petroleiros com destino a mercados asiáticos e cargueiros para Grécia e China, mantendo pressão sobre Estados Unidos e Israel.
  • Na última semana passaram pelo estreito 34 navios em diferentes direções: 13 petroleiros, quatro cargueiros de gás liquefeito e o restante, cargueiros; entre eles, navios de armadores gregos, chineses e indianos.
  • A Guarda Revolucionária iraniana teria instalado um ponto de controle para inspeções, com maior chance de permissão para navios com destino a Índia e China.
  • Desde o início da ofensiva contra Irã, pelo menos 17 navios foram atacados na região; o tráfego pelo estreito caiu entre 90% e 95%, e as seguradoras elevaram as primas, com cerca de mil navios presos à espera de cruzar.
  • O crude iraniano segue sendo exportado para mercados asiáticos, com estimativa de cerca de seis milhões de barris na semana; navios chineses que transitaram costumam ser de empresas menores, às vezes com sinais de “flota fantasma”.

Irã tem flexibilizado o trânsito no estreito de Ormuz apenas para alguns navios, mantendo, no entanto, o controle estratégico da passagem. Navios com destino a mercados asiáticos e a Grécia seguem operando, apesar do risco de ataques.

A abertura ocorre em meio a uma ofensiva maior contra o Oeste. Teerã afirma que não encerrou o estreito, mas condiciona a navegação ao cumprimento da lei internacional e à suspensão de hostilidades contra o país. As autoridades destacam que barcos que possam favorecer os adversários são vetados.

Dados de fontes iranianas indicam que o estreito não está oficialmente fechado e que transeuntes atuais seguem avaliados. O critério de permissão estaria ligado a verificações para evitar embarcações ligadas aos Estados Unidos ou Israel.

No último fim de semana, o cargueiro Karachi, paquistanês, cruzou Ormuz com cerca de 700 mil barris de petróleo. Também passaram o Stellan e o Nora, com mais de dois milhões de barris destinados à China.

Ao longo de segunda-feira, navios de origem grega, chinesa e indiana cruzaram o canal entre Larak e Qeshm, próximo a Bandar Abbas. Analistas apontam que a manobra pode ser uma checagem das autoridades para confirmar que cargamentos não são usados por adversários.

Dados de empresas de monitoramento indicam que 34 navios atravessaram Ormuz na última semana, entre eles 13 petroleiros e cargueiros diversos. Grupos gregos, chineses e iranianos aparecem entre as partes envolvidas, segundo as bases de dados utilizadas pelos veículos de imprensa.

Especialistas ouvidos pela imprensa indicam que a Guarda Revolucionária estaria estabelecendo pontos de controle para inspeções. Navios com destino a Índia e China teriam maior chance de receber permissão para passagem, conforme a leitura de analistas marítimos.

Amenaça de ataques

Desde o início da ofensiva contra o Irã, pelo menos 17 embarcações foram atacadas na região do Golfo. O incidente mais recente envolve um cargueiro kuwaitiano próximo a Fujairah, alvo de projétil não identificado.

O governo dos Estados Unidos informou que o Irã também tem colocado minas em Ormuz, o que agravou a redução do trânsito. O tráfico caiu entre 90% e 95%, as seguradoras elevaram prêmios e muitos navios acionaram cláusulas de força maior, elevando o custo dos hidrocarbonetos.

Autoridades norte-americanas destacaram ações para destruir minas e bombardearam a ilha de Jarg, um importante ponto de abastecimento iraniano. O efeito imediato foi a suspensão de parte dos carregamentos, com impacto nos preços globais do petróleo.

O cruze de dados de plataformas de monitoramento aponta que o Irã segue exportando petróleo para mercados asiáticos, com mais de seis milhões de barris na última semana. Fontes do regime sustentam que a exportação não parou, mesmo após ataques.

Navios chineses que transitam por Ormuz costumam ser de empresas menores, com bandeiras de conveniência. Alguns utilizam comunicação por rádio para se apresentar como embarcações chinesas, segundo reportagens internacionais.

Grecia, grande player do setor, tem se distanciado da ideia de uma coalizão militar para abrir o estreito. O governo grego afirma que não fará parte de ações militares, mesmo com a participação de grandes bandeiras no tráfego mundial.

França e Itália estariam buscando acordo com Teerã para facilitar o trânsito de navios mercantes, enquanto Turquia, Paquistão e China já teriam aberto canais de comunicação com o Irã. Em outra frente, alguns operadores logísticos vêm desviando cargas por terra devido aos riscos marítimos.

Ormuz continua a ser rota crítica não apenas para hidrocarbonetos, mas também para abastecimento de Estados sem saída ao mar. Empresas que operam no Golfo relatam elevação de custos logísticos e atrasos, com impactos na cadeia de suprimentos regional e global.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais