- Israel dobrou o número de militares na fronteira com o Líbano desde o dia 1º de março, e eles também estão vasculhando casas em vilarejos do sul do Líbano que foram ordenados a evacuar.
- As ações ocorrem enquanto bombardeios aéreos atingem Beirute em operações contra o Hezbollah, em um desdobramento considerado a versão mais mortal da guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
- Centenas de milhares de libaneses fugiram do sul do país desde as ordens de ocupar a área ao sul do rio Litani, onde o Hezbollah tem atuado desde se somar ao conflito em apoio ao Irã.
- O comandante israelense informou que as posições dentro do Líbano são defensivas e que as tropas vasculham vilarejos para verificar se houve esconderijo de armas ou centros de comunicação pelo Hezbollah.
- O município de Khiyam, a cinco quilômetros da fronteira, é alvo inicial da ofensiva, com avanço lento em direção ao Litani; também houve fortalezas militares próximas a Metula e destruição em várias áreas do sul do Líbano.
Israel dobrou o efetivo ao longo da fronteira com o Líbano desde 1º de março, segundo um oficial sênior israelense. Tropas também realizam buscas em vilarejos do sul do Líbano, em áreas ordenadas a evacuar.
Helicópteros e aviões de combate continuam a mirar alvos contra o Hezbollah, em uma operação que é descrita como a mais violenta expansão do conflito envolvendo EUA, Israel e o Irã. O intenso bombardeio elevou a fumaça sobre cidades da região.
O oficial, cuja identidade não foi divulgada por motivos de segurança, disse que as fortificações no Líbano são classificadas como posições defensivas. O objetivo é neutralizar infraestrutura militar do Hezbollah, sem detalhar números de tropas no terreno.
Khiyam: alvo inicial e avanços
A força militar israelense atua em Khiyam, a cinco quilômetros da fronteira, com a meta de esvaziar a cidade como etapa inicial antes de avançar ao longo do rio Litani, segundo fontes de segurança libanesas e um funcionário estrangeiro envolvido na apuração.
As tropas estão estabelecendo fortificações na região de Metula, com tanques e veículos blindados em posição em morros, acompanhadas de operacionais de engenharia. Em Khiyam, muitos prédios da margem sul ficaram em ruínas.
O conflito já deixou perdas de ambos os lados. Dois soldados israelenses morreram desde o início das operações no sul do Líbano, segundo o Exército de Israel. No Líbano, autoridades locais informam ao menos 968 mortos.
Hezbollah não tem atualização regular sobre baixas entre seus combatentes, mas houve confirmação de mortes por parte de um funcionário da organização, segundo informações a partir de agências internacionais.
Contexto e impactos na região
O conflito envolve ataques aéreos sobre Beirute e ações de reprise na fronteira norte de Israel. Moradores próximos a Metula relatam sirenes constantes, explosões e mudanças rápidas na atividade militar, enquanto a região observa um aumento na tensão.
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