- Israel ataca e destruirá de forma iminente todos os pontes que ligam o sul do Líbano ao restante do país, para impedir o deslocamento de Hezbollah.
- Primeiro ataque ocorreu aos três pontes sobre o rio Litani, com dois deles em Burj Rahal e Qasmiyeh, ao norte de Tiro.
- Autoridades israelenses pedem que moradores se mirem para o norte; a operação pode isolar cerca de 10% do território libanês que fica a sul do Litani.
- Até agora, a ofensiva deixou 968 mortos e mais de 2.400 feridos no Líbano; há temores de consequências humanitárias devido ao isolamento de áreas civis.
- Em Beirut, ocorreram bombardeios a edifícios residenciais e ataques a pelo menos cinco postos de abastecimento de combustível vinculados ao Hezbollah; jornalistas foram alvo de violência, segundo organizações internacionais.
O Exército de Israel informou que destruirá de forma iminente todos os pontes que conectam o sul do Líbano ao restante do país. O anúncio, feito pelo porta-voz em árabe Avichay Adraee, ocorreu nesta terça-feira, com previsão de ação a partir do meio-dia. A justificativa é impedir o deslocamento de membros e armas do Hezbollah para o sul.
Poucas horas depois, os primeiros ataques atingiram pontes sobre o rio Litani, que divide a parte sul do Líbano. Tiros e explosões foram ouvidos em Burj Rahal e Qasmiyeh, áreas ao norte de Tiro, cidade mais ao sul do Litani. O recado institucional orienta moradores a buscar o norte para evitar riscos.
A ofensiva envolve a criação de uma zona de segurança ao longo da fronteira e ocorre em meio a um recuo de infraestrutura civil. A ONU advertiu sobre impactos severos, com mercados no sul do Litani praticamente paralisados e redução de suprimentos básicos. Relatórios oficiais apontam 968 mortos e mais de 2.400 feridos no Líbano.
Desdobramentos humanitários
A ausência de transporte e de serviços essenciais aumenta a vulnerabilidade de cerca de um quarto de milhão de residentes que vivem a sul do Litani. A ONU informou que o território fica isolado de Beirut e do restante do país, elevando a necessidade de ajuda humanitária. Nesta quarta, uma remessa de 36 toneladas de ajuda da ONU chegou a Beirut.
Os combates também atingiram infraestrutura no país vizinho. Na madrugada, ocorreram ataques contra edifícios residenciais no centro de Beirut, com pelo menos cinco alvejados. Uma troca de tiros na região levou à morte de um jornalista da emissora associada ao Hezbollah, Mohamed Sherri, e de sua esposa, entre outras vítimas.
Além disso, houve ataques a pelo menos cinco postos de combustível vinculados à empresa Al Amana, sancionada pelos Estados Unidos desde 2020. O governo do Líbano tem pressionado por negociações para encerrar o conflito, mas as partes permanecem firmes em suas posições.
As autoridades israelenses mantêm a posição de que a operação visa enfraquecer o Hezbollah e impedir a transferência de armamentos para o sul. Em resposta, o Hezbollah destacou que a resistência permanecerá e ressaltou que o território libanês continua sob confronto.
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