- Irã lançou dezenas de mísseis com ogivas de submunição contra Israel desde o início do conflito, dificultando a defesa antimísseis.
- Um dos mísseis de cluster não foi interceptado na noite anterior, e seus subbombas atingiram Telavive, matando um casal na casa e causando danos a uma das principais estações de trem.
- Autoridade militar israelense disse que, desde 28 de fevereiro, aproximadamente metade dos mísseis lançados foi de ogivas de cluster; cada ogiva contém cerca de vinte e quatro submunições, com explosivos entre dois e cinco quilos cada, que se separam entre sete e dez quilômetros de altitude.
- Interceptação maior parte dos mísseis é feita pelo sistema Arrow‑3; especialistas afirmam que as submunições precisam ser interceptadas acima da atmosfera para evitar danos no solo.
- Contexto internacional: mais de cem países aderem a uma proibição de munições cluster adotada em Dublin, em 2008, mas Israel e Irã não assinaram; grandes potências como Estados Unidos, China e Rússia também não integram a proibição.
Israel afirma que uma quantidade significativa de mísseis lançados pelo Irã desde o início do conflito utiliza ogivas cluster, o que dificulta a defesa ao exigir interceptação antes da dispersão dos subprojéteis.
A explosão de um cluster em Tel Aviv resultou na morte de um casal na casa onde moravam, e danos atingiram a principal estação de trem da cidade. Segundo o porta-voz do Exército, a explosão foi causada por um único submunição de cluster.
O Irã lançou dezenas de mísseis com ogivas desse tipo, e o sistema Arrow-3 interceptou a maioria. Especialistas dizem que a interceptação ideal ocorre acima da atmosfera para evitar danos em solo.
Munições cluster e interceptação
Ogivas cluster se abrem no ar, espalhando dezenas a centenas de submunições que podem não explodir, tornando áreas periféricas perigosas para civis. Mais de 100 países tentaram banir esse tipo de arma, sem adesão de Israel, Irã e grandes potências.
Dados das forças de defesa indicam que cerca de metade dos mísseis disparados desde ações conjuntas de Israel e EUA, em fevereiro, carregavam ogivas cluster. Em anos anteriores, o Irã também empregou esse arsenal em conflitos regionais.
Especialistas apontam que a interceptação do cluster deve ocorrer o mais alto possível, pois, após a liberação, a neutralização fica difícil. A defesa de Israel tem usado uma combinação de interceptação, defesa passiva e evacuação de civis.
Contexto e avaliações técnicas
Oficiais do Exército destacam que ataques contínuos visam degradar a capacidade de resposta, com ataques a alvos de lançamento de mísseis no Irã. Estima-se que o número de mortos no Irã desde o início do conflito ultrapasse 3 mil, segundo uma ONG de direitos humanos.
A defesa israelense aponta avanços em sistemas de artilharia, além de alertas para a população se proteger em abrigos. Mesmo assim, reconhece que a capacidade de defesa não é perfeita e depende de ações coordenadas entre defesa ativa e passiva.
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