- Em março, o presidente de Ruanda, Paul Kagame, reafirmou a decisão de desenvolver usinas nucleares civis no país para diversificar a matriz energética e sustentar o crescimento industrial.
- Atualmente, Ruanda é fortemente dependente de energia hidrelétrica e térmica; a meta é alcançar 100% de eletricidade até 2030, com nuclear respondendo por entre sessenta e setenta por cento da energia.
- A Agência Internacional de Energia Atômica avaliou Ruanda por uma semana e informou avanços significativos, destacando forte apoio governamental e coordenação das preparações para o programa nuclear, após inspecionar dezenove pontos essenciais.
- Ruanda está identificando locais candidatos para o projeto de reator modular de pequenas dimensões e espera ter o primeiro SMR operando no início dos anos 2030.
- O país já firmou acordos com empresas internacionais, como Dual Fluid Energy Inc., para pilotar tecnologia nuclear, e mantém conversas com Níger sobre parcerias potenciais.
Rwanda avança com ambições nucleares após avaliação positiva da IAEA. A missão de avaliação ocorreu em Kigali, no marco de a visão do governo de Kagame. O objetivo é diversificar a matriz energética com foco em uso civil da energia nuclear.
O presidente Paul Kagame reforçou, durante a Nuclear Energy Summit, que a energia nuclear não é inacessível a países em desenvolvimento e pode favorecer o crescimento industrial. A equipe rwandesa aponta como justificativa ampliar o acesso à eletricidade e a estabilidade energética.
A avaliação da IAEA, realizada após uma viagem de inspeção, analisou 19 pontos-chave para iniciar um programa civil de energia nuclear, incluindo marco legal, gestão de resíduos e segurança. O relatório reconhece avanços significativos.
De acordo com a IAEA, o país está identificando sítios candidatos para o projeto de reator modular de pequena escala (SMR). A agência destacou o envolvimento de várias instituições na preparação do programa.
Rwanda projeta ter o primeiro SMR operacional no início dos anos 2030, com construção prevista para ser mais rápida e a custo menor do que usinas convencionais. A expectativa acompanha planos de acelerar a disponibilidade de energia limpa.
Em 2023, Kigali firmou acordo com a Dual Fluid Energy Inc. para testar tecnologia de reatores avançados. O governo também mantém contatos com instituições da Rússia e dos Estados Unidos sobre o desenvolvimento de SMRs.
Em 2025, Rwanda manteve conversas com o Níger, um dos maiores produtores de urânio, para explorar uma possível parceria. Países africanos e líderes globais acompanham o impulso para fontes nucleares de energia.
A área de energia nuclear ganha impulso na África, com movimentos na África do Sul e no Quênia. O tema ganhou relevância global após o COP28, que reconheceu a energia nuclear como solução de baixo carbono.
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