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Trump e aliados usam tática conhecida para propaganda sobre Irã ao atacar a imprensa

Trump e aliados atacam a imprensa para sustentar a narrativa sobre guerra com o Irã, levantando preocupações sobre censura e liberdade de imprensa

U.S. President Donald Trump speaks with the press before departing from the South Lawn at the White House in Washington, D.C., U.S., February 13, 2026. REUTERS/Kent Nishimura
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  • O presidente Donald Trump e aliados adotam uma tática conhecida, atacando a imprensa para moldar a mensagem sobre a guerra com o Irã.
  • A Casa Branca e a defesa criticaram coberturas específicas, incluindo uma acusação de que a CNN estaria sendo “mentirosa” para minar a operação militar.
  • O CEO da Paramount, Ellison, pretende adquirir a controladora da CNN, em meio a avaliações sobre pressão de grandes empresas sobre a cobertura jornalística.
  • O jornalismo acerca da guerra é alvo de críticas de autoridades regulatórias, com o presidente da FCC sugerindo que emissoras que divulgarem “fake news” podem enfrentar revisões de licença.
  • Trump publicou nas redes sociais acusações de “fake news” atuando com o Irã para espalhar imagens geradas por IA de um porta-aviões em chamas, afirmando que deveriam ser processadas por traição.

Donald Trump e aliados intensificam a retórica de guerra ao Irã ao atacar a imprensa, em meio a um conflito que, segundo a administração, avança para os Estados Unidos, mas é impopular entre a população. A escalada ocorre após críticas ao repúdio público e ao embate com veículos de comunicação.

A defesa de Trump acusa veículos de distorcerem informações sobre o conflito, enquanto autoridades de defesa defendem a operação militar. Em coletiva, o secretário de Defesa apontou reportagens como imprecisas e sugeriu que mudanças no comando de mídia poderiam ocorrer com o tempo.

O presidente intensificou ataques em mensagens nas redes sociais, incluindo o uso de afirmações de que a imprensa estaria ajudando o adversário. Em resposta, a CNN afirmou que mantém seu compromisso com o jornalismo, e executivos reiteraram a independência editorial.

A Comissão Federal de Comunicações (FCC), presidida por Brendan Carr, comentou sobre falsas informações veiculadas por emissoras e ressaltou que licenças podem ser revistas. Carr associou esse tema a recentes postagens de Trump em redes sociais.

O governo também destacou conteúdos nas quais imagens geradas por IA teriam sido atribuídas a ataques do Irã, com acusações de traição contra a mídia. Veículos ocidentais, porém, divulgaram desmentidos sobre as imagens e descreveram as alegações como incertas.

Analistas de imprensa veem a retórica como tática para alinhar a cobertura midiática com a agenda de política externa do governo. Profissionais destacam que a liberdade de imprensa é protegida pela Primeira Emenda, mesmo em tempos de conflito.

Especialistas ressaltam que a imprensa tem o direito de reportar sem subordinação a interesses governamentais. Observadores políticos mencionam a possibilidade de efeitos frios no jornalismo durante a guerra e reforçam a necessidade de apuração independente.

A disputa envolve, ainda, mudanças no mercado de mídia: a empresa Paramount está envolvida na aquisição da CNN, o que levanta questões sobre influências em decisões editoriais. Analistas destacam que decisões estratégicas podem impactar a linha de cobertura.

O periódico Reuters informou que a população está dividida sobre as ações de Estados Unidos e Israel contra o Irã, com parte das sondagens indicando ceticismo quanto à escalada militar. O número de baixas entre as tropas já é elevado, segundo fontes oficiais.

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