- Trump voltou a falar do Estreito de Ormuz, criticando aliados que não ajudaram as forças americanas e sugeriu que outros países ficariam responsáveis pela região.
- Em publicação na Truth Social, o presidente afirmou que, se os Estados Unidos saíssem do papel, alguns aliados “indiferentes” se moveriam rápido.
- O texto descreve o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, começando com um ataque em 28 de fevereiro que, segundo a matéria, matou o líder supremo Ali Khamenei e causou danos militares ao Irã.
- O Irã teria feito ataques a diversos países da região em retaliação, com mais de 1.200 civis mortos no Irã e pelo menos sete soldados americanos mortos, segundo a Casa Branca.
- O Hezbollah atacou Israel no Líbano, levando a ofensivas israelenses; Mojtaba Khamenei foi eleito novo líder supremo do Irã, o que Trump classificou como “grande erro”.
Donald Trump afirmou que aliados dos Estados Unidos teriam de assumir parte da resposta no Estreito de Ormuz caso Washington “acabe com o regime” do Irã.
A declaração, repercutida pela CNN Brasil, surge no momento em que a Casa Branca tenta montar uma coalizão para proteger a rota marítima mais importante do petróleo global, mas enfrenta resistência de parceiros tradicionais.
A fala amplia a pressão diplomática porque Ormuz virou um dos pontos mais sensíveis da guerra. É por ali que passa uma parcela relevante do petróleo e do gás exportados pelo Golfo.
Por isso, qualquer ameaça de bloqueio ou militarização da região mexe quase imediatamente com preços de energia, frete e inflação em vários países.
O que Trump quis dizer
Pelo recado dado por Trump, a ideia é que os Estados Unidos não arquem sozinhos com a tarefa de patrulhar e reabrir Ormuz se o conflito avançar para um cenário de colapso do regime iraniano.
Nos últimos dias, ele já havia pedido ajuda militar a cerca de sete países e cobrado participação mais direta de aliados que dependem da energia que passa pela região.
Na prática, o presidente americano tenta dividir o custo político e militar de uma operação que pode ficar ainda mais arriscada.
A lógica é simples: se a guerra derrubar o governo iraniano ou destruir sua capacidade de controle, outros países também teriam de entrar na etapa seguinte, que seria garantir a navegação e evitar um colapso mais amplo no comércio de energia.
Essa interpretação decorre do conteúdo das falas de Trump e do esforço dos EUA para formar uma coalizão naval.
Por que Ormuz virou peça central da crise
O Estreito de Ormuz concentra hoje uma parte decisiva da disputa. Segundo Reuters e AP, Trump vem cobrando apoio internacional justamente porque o bloqueio parcial da rota já elevou a pressão sobre o mercado global de energia e expôs a dificuldade dos EUA de conseguir adesão automática dos aliados.
Mas a resposta externa segue fria. A França afirmou que não participará de operações militares para reabrir Ormuz durante as hostilidades, enquanto outros parceiros também resistem a enviar meios navais. Ao mesmo tempo, a China ignorou o pedido de Trump por ajuda direta e preferiu defender desescalada.
Esse impasse ajuda a explicar o tom da declaração. Mais do que falar só sobre o Irã, Trump também mandou um recado aos aliados: se os EUA levarem a guerra a um ponto extremo, espera que outros países assumam parte do pós-conflito em Ormuz.
O problema é que, até agora, justamente essa adesão internacional segue longe de estar garantida.
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