- O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, planeja visitar a Hungria nos próximos dias para demonstrar apoio ao premiê Viktor Orban, diante da eleição de abril.
- A viagem ocorre depois da passagem do secretário de Estado, Marco Rubio, a Budapeste em fevereiro, que elogiou Orban e afirmou que laços próximos dependem da reeleição dele.
- Ainda não está claro o momento exato da visita, e os planos podem mudar conforme a agenda em Washington e a guerra entre EUA e Israel se intensifica.
- Orban, aliado próximo de Donald Trump, enfrenta críticas da UE e mantém relações relativamente próximas com Moscou, além de defender que a Ucrânia não integre a UE.
- As pesquisas indicam Orban atrás da oposição, em meio a inflação elevada e crescimento econômico fraco, com a eleição marcada para 12 de abril.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, planeja uma visita à Hungria nos próximos dias como demonstração de apoio ao premiê Viktor Orbán, de acordo com duas fontes familiarizadas com o planejamento. A viagem ocorre diante de uma campanha apertada para a reeleição em abril.
A informação é anunciada após a visita do secretário de Estado, Marco Rubio, a Budapeste em fevereiro, quando apoiou Orbán em sua disputa de reeleição. Pesquisas indicam Orbán atrás de adversários na última etapa antes do pleito de 12 de abril.
O cronograma exato de Vance ainda não está definido e pode sofrer alterações, segundo as fontes, em meio a tensões diplomáticas nos EUA e à guerra entre EUA e Israel no Irã. Não houve comentário imediato da Casa Branca.
Orbán, aliado próximo de Trump na Europa, enfrenta críticas da UE sobre várias questões, incluindo a postura em relação à Ucrânia. Ele mantém relações cordiais com Moscou e sustenta que Kyiv não deve integrar a UE.
Trump apoiou Orbán publicamente, chamando-o de líder forte, e vê em Orbán um modelo para políticas de imigração e conservadorismo cristão. O apoio internacional também inclui outros líderes alinhados ao espectro conservador.
Vance tem sido visto como uma figura-chave na política externa de Trump, com potencial papel dominante no futuro governo. A corrida eleitoral na Hungria ocorre num momento de fraca expansão econômica e inflação elevada.
Contexto internacional
Orban mantém posição de resistência a condicionantes da UE, o que alimenta debates sobre alinhamentos ocidentais e relações com a Rússia. As avaliações públicas para o pleito apontam cenário competitivo, com indecisos em parte do eleitorado.
Panorama eleitoral na Hungria
A disputa envolve o partido Fidesz, de Orbán, contra a oposição liderada pelo ex-governante Peter Magyar. A proximidade de eleições intensifica a mobilização de eleitores e a presença de figuras internacionais em apoio a líderes nacionais.
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