- Um apoiador do governo russo que criticou Vladimir Putin em uma postagem viral nesta semana foi colocado em uma instituição psiquiátrica, segundo a imprensa local.
- O jornalista Ilya Remeslo havia ganhado notoriedade denunciando críticos de Putin até virar alvo de críticas ele próprio, ao publicar um manifesto para seus 90 mil seguidores no Telegram: “Cinco razões pelas quais whe parei de apoiar Vladimir Putin”.
- No texto, Remeslo afirma que Putin travou uma “guerra falha” na Ucrânia, que já matou milhões e prejudicou a economia russa e o bem‑estar dos cidadãos.
- Nesta quinta-feira, o jornal Fontanka, de São Petersburgo, informou que Remeslo foi hospitalizado no Hospital Psiquiátrico nº 3 da cidade; o posto de informação do hospital confirmou a disponibilidade de uma pessoa com o nome dele para receber encomendas.
- A Reuters não conseguiu confirmar de imediato se Remeslo está no hospital, e o Fontanka não detalhou os motivos da internação.
Ilya Remeslo, figura pró-Kremlin, passou de crítico de Vladimir Putin a opositor em uma publicação viral nesta semana. O post, feito no Telegram, reuniu cerca de 90 mil seguidores. Por meio dele, o blogger afirmou que o presidente não tem legitimidade e pediu sua resignação, além de ser levado a julgamento como criminoso de guerra.
Remeslo defendia que a guerra na Ucrânia é falha e que ela prejudica a economia russa e o bem-estar dos cidadãos. A mensagem não only denunciava o atual governo, mas também atribuíam a ele responsabilidade por mortes e impactos econômicos.
Fontanka, jornal de São Petersburgo, informou na quinta-feira que Remeslo foi hospitalizado no Hospital Psiquiátrico nº 3 da cidade. Segundo o veículo, a recepção confirmou a disponibilidade de alguém com o nome para receber encomendas; a instituição não detalhou os motivos da internação.
Desdobramentos
A Reuters não conseguiu confirmar de imediato se Remeslo está na instituição mencionada. O Fontanka não especificou as bases legais ou médicas para a internação, nem se houve decisão judicial. A reportagem segue buscando informações oficiais.
Fonte: repórter Lucy Papachristou, edição de Guy Faulconbridge e Gareth Jones.
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